Prefeitura faz pedido de reconsideração sobre interdição do Cingapura

O juiz que pediu a interdição do conjunto habitacional e a remoção das famílias residentes no local analisa o pedido

iG São Paulo |

A Prefeitura de São Paulo apresentou pedido de reconsideração ao juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da fazenda Pública, sobre a interdição do conjunto habitacional Cingapura da avenida Zaki Narchi e remoção das famílias que residem no local . Em nota, a Prefeitura explica que tomou conhecimento da liminar por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM) e decidiu entrar com o pedido “tendo em vista as medidas realizadas para minimizar os efeitos do gás no local e não havendo risco imediato à população”.

Ainda segundo a nota, o juiz marcou uma audiência para esta terça-feira (11) com técnicos da Cetesb, representantes do Ministério Público e da Prefeitura para tomar uma decisão. O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou o recebimento do pedido de reconsideração.

Na decisão de interditar o local e remover as famílias, o juiz Andrade considerou o risco de explosão, pelo vazamento de gás metano “trata-se, sem dúvida, de uma medida extrema essa de interdição e remoção dos moradores, mas ela é a única que pode eficazmente controlar a situação de risco a que essas pessoas estão submetidas, exigindo-se a intervenção do Poder Judiciário”.

Oslaim Brito/Futura Press
Moradores protestam contra interdição de conjunto habitacional da avenida Zaki Narchi
Protesto

Durante esta tarde, moradores do conjunto habitacional queimaram latões de lixo e interditaram a avenida Zaki Narchi como forma de protesto contra a decisão judicial divulgada nesta segunda-feira.

Os moradores dizem aguardar uma posição da Prefeitura para saber o que devem fazer. "O Ministério Público disse que a gente tem que sair, mas a Prefeitura falou para a população que ainda não recebeu nenhuma notificação. A situação aqui é a mesma e as pessoas continuam medindo. Uns dizem que tem gás, outros que não, então a gente fica sem saber o que está acontecendo", explica Cléia, dona de um pequeno trailer que usa como lanchonete e moradora do local há quase um ano.

Em conversa com o iG , Sara Barbosa se mostrou despreocupada sobre o que acontece no local. “Eles vieram aqui um dia, abriram uma caixinha de metal que tem no chão aqui do pátio, mediram e agora voltam todo dia”, conta.

Sara afirma que todo dia alguém conversa sobre a existência do gás no Cingapura, mas que não sente medo. “Essa noite eu até sonhei que um prédio estava desabando. Não vou dizer que é totalmente seguro, mas não tenho medo não, conheço o lugar que moro, aqui não era o lixão, era tudo mata e rio”, diz, de forma despreocupada.

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