Prefeitura de SP engaveta obra antienchente na Pompeia

Governo desistiu do piscinão que seria construído na Avenida Francisco Matarazzo e encomendou um novo estudo

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A Pompeia, na zona oeste de São Paulo, não vai receber nenhuma obra antienchente com os R$ 85,1 milhões arrecadados pela Operação Urbana Água Branca até pelo menos o fim de 2010. O governo desistiu do piscinão que seria construído na Avenida Francisco Matarazzo e encomendou um novo estudo, por R$ 4,7 milhões, para definir que projeto de combate às inundações deve ser desenvolvido na região.

Com o abandono do plano inicial, a população da Pompeia e de bairros vizinhos deve voltar a sofrer com enchentes no próximo verão, já que não haverá tempo para a licitação, construção e inauguração de novas obras para a área até o fim de dezembro. O estudo com o novo projeto só será concluído em setembro.

Diante da mudança de planos, moradores voltaram a acusar o governo de não usar a "poupança" da operação urbana em um plano que resolva pelo menos o acúmulo de águas no entorno da Praça Marrey Júnior, ao lado do Palmeiras, e na esquina da Turiaçu com a Pompeia. O cruzamento é o terceiro da capital em registros de alagamentos - 16 entre outubro e março.

A Associação de Moradores da Pompeia acionou o Ministério Público Estadual (MPE) e a Comissão de Finanças da Câmara Municipal contra a alteração no cronograma de obras. A Prefeitura, porém, informou não existir risco de o dinheiro da operação deixar de ser aplicado num projeto antienchente para o bairro.

Defesa

Vladimir Avila, gerente de Operações Urbanas da Prefeitura, afirma que seis alternativas de projetos estão em estudo para a região da Pompeia, mas não dá prazo para o início das obras. "Constatamos que o piscinão na Avenida Francisco Matarazzo ficaria numa parte muito abaixo da bacia (hidrográfica) que passa pelo bairro e não suportaria todo o volume das águas", disse.

Avila afirma que já há verba hoje reservada para o projeto contra inundações. "Na operação da Água Branca, o dinheiro só entra no caixa da Prefeitura após o empreendimento (imobiliário) ser aprovado. Por isso, os recursos só começaram a entrar a partir de 2006. Antes, não havia essa reserva para os projetos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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