Shopping Center Norte seria fechado por risco de explosão, de acordo com laudo da Cetesb. Liminar foi concedida na última semana

A Procuradoria Geral do Município (PGM) de São Paulo vai recorrer da decisão judicial que manteve o Shopping Center Norte em funcionamento, informou a prefeitura do município, por meio de nota. A administração de Gilberto Kassab afirmou no texto que "respeita" a liminar da Justiça que manteve o estabelecimento aberto , concedida na última quinta-feira (29), mas que vai buscar impor medidas para a segurança do local.

"A Procuradoria Geral do Município está preparando recurso, em função da importância das medidas que devem ser adotadas para preservar a segurança dos consumidores, lojistas e trabalhadores do estabelecimento comercial", informou.

A prefeitura da capital paulista havia interditado o Shopping Center Norte por causa da existência de gás metano acima do permitido no local onde foi construído. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), há risco de explosão . Na quinta-feira, uma liminar do juiz Emílio Migliano Neto permitiu que o centro de compras seguisse em funcionamento.

Na última sexta-feira (30), o shopping abriu normalmente, mas com poucos clientes. O segundo maior shopping de São Paulo em movimentação, por onde passam 80 mil pessoas diariamente, de segunda a sexta-feira, e 120 mil nos finais de semana, foi construído em cima de um lixão em 1984.

Sindicato

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, representando os 7 mil comerciários que trabalham no Shopping Center Norte, vai entrar co uma ação na Justiça do Trabalho cobrando das lojas o adicional de periculosidade retroativa aos últimos 5 anos. Ricardo Patah, presidente do Sindicato, diz que, de acordo com as informações da Cetesb, a administração do shopping sabia desde 2003 que o local oferecia risco de acidente de grandes proporções e não tomou providência para sanar o problema.

“Essa ação na área trabalhista vai se somar à ação na área cível, para garantir aos vendedores que trabalham com comissão a reposição da renda perdida", diz Patah, lembrando que o shopping tem seguro sobre lucro cessante e que na ação o Sindicato vai exigir que ele seja estendido aos trabalhadores. “Durante essa semana houve queda nas vendas e os comissionistas estão tendo prejuízo, além disso, o período de outubro a dezembro é um dos mais importantes para o comerciário e é esse prejuízo que vamos cobrar da seguradora do Shopping”, completa o sindicalista.

Imagem mostra área de risco onde shopping foi construído
Reprodução
Imagem mostra área de risco onde shopping foi construído

* Com informações da AE

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