Prefeitura enviou ao Ministério Público um cronograma de monitoramento e providências sobre área contaminada ao lado do Center Norte

A Prefeitura de São Paulo entregou ao Ministério Público Estadual, nesta quinta-feira, um cronograma de monitoramento e providências a serem tomadas com relação à presença de gás metano na área onde está o conjunto habitacional Cingapura da Avenida Zaki Narchi, vizinho do shopping Center Norte. Entre as providências, está a instalação de drenos.

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Prédios do projeto Cingapura, que ficam ao lado do Shopping Center Norte
AE
Prédios do projeto Cingapura, que ficam ao lado do Shopping Center Norte
A promotora do Meio Ambiente Claudia Cecília Fedeli recebeu, na quarta-feira (5), representantes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Secretaria Municipal de Habitação. Ela está analisando o documento. O Cingapura possui 35 blocos, onde moram 2.787 pessoas.

A Cetesb explica que a presença de metano na região foi verificada na área externa e não dentro dos apartamentos, diminuindo os riscos de explosão, mas exigiu que fosse feito o monitoramento da situação. Em nota, a Secretaria de Habitação afirma que já realizou vistoria no Cingapura e que a Cetesb confirma "que nas medições feitas pela Sehab ( Secretaria de Habitação ) desde 2009 não foi constatado gás em areas confinadas, ou seja, não se constatou até agora risco iminente de explosão".

Shopping Center Norte

Na quarta-feira (5), o shopping Center Norte, segundo maior de São Paulo em movimentação, por onde passam cerca de 80 mil pessoas por dia, ficou fechado para acelerar a instalação de drenos que integram o sistema para a eliminação de riscos de explosão. A Cetesb havia detectado a presença de gás metano no estabelecimento.

O Center Norte informou, ainda na quarta, que instalou mais dez drenos no shopping para a vazão do gás metano.

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