Porsche que matou advogada estava a 116 km/h, diz perito

Peritos determinam uma margem de erro de 20 por cento na velocidade do carro; acidente ocorreu em julho na região sul de São Paulo

iG São Paulo |

Um laudo da perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica de São Paulo, divulgado neste domingo pelo Fantástico, da TV Globo, mostra que o Porshe dirigido pelo empresário Marcelo Malvio Alves de Lima estava a uma velocidade de 116 km/h a 29 metros antes de bater no carro de Carolina Menezes Cintra Santos, provocando a morte da advogada.

AE
Foto mostra estado dos carros logo após o acidente (9/7)

A partir de imagens feitas pela câmera de segurança  de uma empresa localizada a 29 metros do cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, na zona sul de São Paulo, onde aconteceu o acidente, o Instituto de Criminalística conseguiu determinar a velocidade do carro nesse momento, antes da colisão.

Por conta da má qualidade da câmera de segurança, que provocou certas distorções na imagem, os peritos determinaram uma margem de erro de 20 por cento para mais ou para menos. Ou seja, segundo o relatório, Marcelo dirigia a uma velocidade entre 92 km/h e 141 km/h antes de bater no carro da advogada.

Os peritos não verificaram qualquer vestígio de que o Porsche tenha freado e a colisão foi tão violenta que a Tucson dirigida por Carolina foi erguida do chão e girou 180 º, antes de ser prensada em um poste.

O relatório da perícia, com 28 páginas, foi entregue aos advogados de defesa e de acusação e também à polícia.

O caso

Por volta das 3h do dia 9 de julho, a advogada baiana Carolina Menezes Santos, de 28 anos, transitava com o automóvel Tucson no cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, em direção à avenida Nove de Julho. Com o semáforo vermelho, seu carro colidiu com o Porsche conduzido pelo empresário Marcelo Malvio Alves de Lima, de 36 anos, foi arremessado a mais de 25 metros de distância e acabou prensado em um poste.

 Na época, depoimentos indicavam que a velocidade do Porsche no momento do impacto era de mais de 150 km/h, sendo que o limite da via é de 60 km/h. Em depoimento, Lima admitiu que dirigia o automóvel a mais de 60 km/h, mas afirmou que não estava a 150 km/h. O advogado de Lima, Celso Vilardi, afirmou durante entrevista coletiva que seu cliente não estava alcoolizado, como afirmaram policiais que estiveram presentes no momento do acidente.

Lima foi indiciado por homicídio doloso. Segundo o delegado Noel Rodrigues de Oliveira Júnior, do 15º Distrito Policial, no Itaim-Bibi, o motorista, com sua conduta, assumiu o risco de provocar uma morte. O empresário está em liberdade, depois de ter pagado uma fiança de R$ 300 mil, e cumpre medidas cautelares de restrição de liberdade.

Ele fica proibido de frequentar bares e festas, é obrigado a ficar em casa no período noturno, deve avisar a Justiça quando deixar o Estado de São Paulo, e não pode realizar viagens internacionais.

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