Por segurança, depoimento de adolescente que pilotava jet ski é adiado

Garoto de 13 anos é apontado como o responsável por pilotar o jet ski que matou menina de 3 anos em Bertioga; cerca de 30 pessoas acompanham caso na delegacia da cidade

Fernanda Simas, enviada a Bertioga |

AE
Pais da menina morta após ser atingida por um jet ski prestam depoimento
O advogado da família do adolescente de 13 anos suspeito de pilotar o jet ski que matou uma menina de três anos em Bertioga, Maurimar Chiasso, afirmou que o depoimento dele nesta quinta-feira (22) será cancelado. Chiasso alegou que o “clima de comoção” pode afetar a segurança do seu cliente.

“Está criado um clima de comoção tanto pela imprensa como pela sociedade. Em razão da segurança do meu cliente eu não vou apresentá-lo hoje”. Cerca de 30 pessoas estão na delegacia de Bertioga, onde os pais de Grazielly Lames depõem na tarde desta quinta-feira.

Chiasso confirmou que o depoimento vai ocorrer e que os pais devem depor junto com a criança. O advogado alega que o adolescente apenas ligou o jet ski mas não o conduziu .

Ele explicou que o adolescente não está fugindo e que “ele vai prestar o depoimento de acordo com o que a lei manda, mas ele exige o respeito que a lei dá ao menor”. “É uma situação constrangedora para uma criança de 13 anos e tudo isso é uma situação de tamanha tristeza pela perda da menina”, disse Chiasso.

Veja imagens de Grazielly na praia antes de ser atingida

Caso

Reprodução
Criança tinha apenas 3 anos e foi atingida por jet ski enquanto brincava
Grazielly Lames, 3 anos, estava na areia da praia de Guaratuba, próxima ao mar, quando foi atingida pelo jet sky, por volta das 18h15 de sábado (18).

Testemunhas afirmam que viram o adolescente de aproximadamente 14 anos conduzindo o jet ski. Ele teria perdido controle da embarcação, que seguiu desgovernado para a praia, atingido a criança.

A mãe da menina, a auxiliar de panificação Cirleide Rodrigues de Lames, de 24 anos, contou não ter escutado barulho, nem ter visto o jet ski se aproximar. Segundo a mãe, após o atropelamento, o adolescente pulou de veículo e deixou o local.

Grazielly foi enterrada na manhã desta segunda-feira (20) na cidade onde morava, Arthur Nogueira, região de Campinas, no interior de São Paulo. O corpo chegou ao velório do cemitério municipal por volta das 20h30 de domingo e foi sepultado às 10h.

A família de Grazielly é representada pelo criminalista José Beraldo, que atuou como advogado da família de Eloá . Segundo ele, a demora do resgate, a omissão de socorro e a fuga da família do adolescente serão questionados.

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