Policial diz que disparo e frases motivaram invasão a apartamento de Eloá

Para capitão do Gate que comandou negociação, frases ditas por Lindemberg também estimularam a invasão

Fernanda Simas, iG São Paulo |

O capitão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) Adriano Giovanini, disse durante julgamento do caso Eloá, que a invasão do apartamento onde Lindemberg Alves mantinha a ex-namorada refém, foi motivada por um disparo ouvido pela polícia. Frases ditas pelo acusado também estimularam a invasão, segundo Giovanini. O depoimento do capitão durou quatro horas.

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O capitão, que comandou as negociações durante o cárcere, afirmou que Lindemberg dizia frases com tom de despedida, como “ pode ir embora [para o policial] não quero que você seja responsabilizado pelo que vai acontecer”.

De acordo com Giovanini, o retorno da amiga Nayara ao local do cárcere foi exigência de Lindemberg para ele liberar Eloá.

“Nayara e Douglas [irmão de Eloá] foram orientados a parar em um local onde a polícia poderia agir, mas Douglas e ela entrou no apartamento", disse o capitão. Para ele, a polícia jamais planejou o retorno da vítima ao cárcere.

O policial também disse que sua equipe não atirou quando Lindemberg estava sozinho na janela porque não dava para garantir que a bala não atingiria as meninas no apartamento.

Responsável por organizar a invasão, Giovanini afirmou que o primeiro dos cinco homens que entraram no apartamento estava com arma calibre 12 com bala de borracha. Mais cedo, policiais civis disseram qeu só encontraram marcas de bala de borracha no local do sequestro . De acordo com o capitão, os demais policais estavam com pistola .40 mas não dispararam.


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