Policiais dizem que PM não usou munição letal na invasão do apartamento de Eloá

Delegado e perito afirmam que não encontraram marcas de pistola .40, utilizada pela polícia paulista, no local onde Lindemberg fez a ex-namorada refém

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Policiais civis que prestaram depoimento na tarde desta terça-feira  no segundo dia de julgamento do caso Eloá afirmaram que a Polícia Militar não utilizou munições letais durante a invasão do apartamento, onde Lindemberg Alves mantinha a ex-namorada refém em Santo André.

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O delegado Sérgio Luditza, que presidiou o inquérito do caso, afirmou que a munição utilizada durante a invasão não era letal. Segundo Luditza, as armas foram embaladas e apresentados ao Instituto de Criminalística (IC).

Em seu depoimento, Luditza também disse que a frase que levou a polícia invadir o apartamento foi “Estou ouvindo um anjo e um capetinha. E o capetinha está vencendo”, dita por Lindemberg.

O perito do IC que elaborou o laudo da reconstituição do crime, Hélio Ramacciotti, disse que as marcas encontradas no apartamento eram de arma calibre 32 e de balas de borracha em armas calibre 12.

O perito disse que não encontrou vestígios de bala de pistola .40, utilizada pela polícia paulista, no apartamento.

Questionado se era possível diferenciar o efeito de uma arma calibre 32 de uma pistola .40, Ramacciotti disse “ Eu diria que a Nayara não estaria viva hoje se tivesse sido atingida por uma arma ponto 40”. A amiga de Eloá foi atingida na boca.

O perito também afirmou que o exame de resíduos de pólvora na mão de acusados não são conclusivos, apenas indicativo. Segundo ele, há ocasiões em que não há resíduo quando a munição é velha ou estrangeira. Além disso, o tempo entre a ocorrência do crime e a realização do exame pode alterar o resultado. O exame nas mãos de Lindemberg deu negativo. 

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