Polícia reconstitui morte de aluno do Colégio Adventista de Embu

Miguel Cestari dos Santos, de 9 anos, morreu após ser baleado na barriga, a queima roupa, na escola localizada na Grande São Paulo

Lectícia Maggi, iG São Paulo |

AE
Família de Miguel Cestari dos Santos levou cartazes à reconstituição do incidente que matou o garoto, de 9 anos
A Polícia Civil de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, realiza nesta terça-feira a reconstituição da morte de Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos. Ele foi baleado na barriga, a queima roupa, no Colégio Adventista de Embu, . Colegas de Miguel que estavam com ele no dia do incidente estão na escola e, acompanhados dos pais, participam dos trabalhos que tiveram início por volta das 11h30.

Reprodução
Miguel Cestari Ricci dos Santos
Segundo Ademar Gomes, advogado da família de Miguel, a reconstituição deve tirar dúvidas sobre a cena do incidente, inclusive se além de Miguel e do atirador havia mais crianças na sala de aula.

Durante as investigações, a polícia concluiu que um colega de sala de Miguel levou uma arma à escola e sem querer o beleou. Contudo, a criança suspeita e a família dela negam. A arma nunca foi encontrada.

A reconstituição desta terça-feira deve ajudar a esclarecer também por que a sala de aula foi lavada imediatamente após o disparo. "Se houve lavagem, os diretores podem responder por fraude processual", afirma Gomes.

Outro ponto questionado é por que o menino foi levado ao Family Hospital, a cerca de 20 quilômetros do local e onde a escola tem convênio, e não a um pronto socorro mais próximo. Além disso, a escola não foi fechada no dia e os alunos puderam deixar o local normalmente.

Busca da verdade

Em frente à escola, a mãe de Miguel, a dona de casa Roberta Pacios Cestari, de 30 anos, e familiares do garoto exibem camisetas com a foto dele e cartazes pedem "a verdade". "A escola omite. Os pais dele (suspeito) negam tudo. Daqui a pouco vão dizer até que o filho não é deles", diz Roberta. Para ela, houve negligência por parte da instituição e dos pais do garoto que teria levado a arma. "A gente fica triste, chateada. Confiava na instituição e não tive nenhuma resposta. É só mentira."

O Colégio Adventista informa que está colaborando com as investigações e não formece mais detalhes sobre a reconstituição.

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