Polícia prende suspeito e encontra parte das joias roubadas do Itaú

Deic já identificou outros 5 integrantes da quadrilha que roubou 138 cofres particulares da agência bancária no dia 27 de agosto

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Divulgação / Deic
Pedreiro foi preso com um carro comprado com dinheiro roubado de cofres do Itaú
Policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) prenderam, na quinta-feira (15) à noite, um dos suspeitos de integrar a quadilha que assaltou o banco do Itaú, na Av. Paulista, no último dia 27. O preso, o pedreiro Marco Antônio Rodrigues dos Santos, de 29 anos, não participou do assalto, mas vai responder por receptação e formação de quadrilha porque recebeu parte do dinheiro e das joias roubadas.

O Deic já identificou outros cinco suspeitos de fazerem parte da quadrilha. Um deles é o irmão de Marco, o cabeleireiro Francisco Rodrigues dos Santos, o Chico, de 45 anos. Ele está foragido e, segundo a polícia, participou do assalto. "Achamos a ponta da linha", afirma o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, explicando que a quadrilha é formada por 12 homens e é da zona norte de São Paulo.

Segundo Guimarães, os policiais chegaram até Santos depois de denúncias sobre atitudes suspeitas. "A informação chegou que esse camarada estava na região com algumas ações que não são comuns dele. E alguém comentou e outro comentou com outro e isso chegou no ouvido de um policial". Marco recebeu US$ 8 mil do irmão e comprou um carro modelo Montana, que foi apreendida pela polícia.

Futura Press
O cabeleireiro Francisco participou do assalto ao Itaú e continua foragido
À polícia, o detido revelou que guardava as joias e libras esterlinas - que estavam em alguns dos 138 cofres roubados na agência bancária - na casa da namorada em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Além disso, foi apreendido com o pedreiro um equipamento para cortar metal.

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Segundo o delegado Guimarães, o pedreiro identificou o irmão, Chico, nas primeiras imagens que a polícia recebeu do assalto. Santos foi abordado pela polícia na Rua Silvano de Almeida, no bairro de Vila Siqueira.

O pedreiro dirigia o veículo possivelmente comprado com o dinheiro do roubo. Ao responder as perguntas dos investigadores, Santos revelou que o veículo era de Chico, seu irmão. Já na casa de Santos, os agentes encontraram cédulas de libra esterlina.

Santos confessou ainda que o dinheiro tinha sido entregue pelo irmão e revelou onde estariam outros itens deixados por ele. Na casa da namorada de Chico, na Rua Liberty, Santa Teresa, embaixo do sofá, estavam um pacote contendo £10.840, as joias e pedras preciosas. Já em um quarto, os políciais encontraram a máquina de cortar metais, chamada corte plasma.

Divulgação/Deic
Policiais encontraram pedras preciosas e alta quantia de libras esterlinas em uma casa em Embu

Objetos encontrados

As joias e o dinheiro encontrados pela polícia não estão nos boletins de ocorrência feitos no Deic. De acordo com Guimarães, apenas cinco vítimas estiveram no Departamento registrando o roubo de seus cofres. "Se não tiver vítima para dizer o que tinham ( no cofre ), não adianta vir aqui depois. Se ela ( vítima ) não tiver um comprovante, uma nota fiscal, ela vai brigar na Justiça."

Roubo

Os bandidos, segundo o depoimento de um vigia, entraram no banco pela lateral, renderam um vigilante, que abriu a frente da agência para outros bandidos passarem, e ficaram 10h roubando os cofres. Eles chegaram a quebrar uma parede na lateral do espaço onde ficam os cofres e usaram diversas ferramentas para abri-los. A polícia encontrou, na manhã do dia 28, quando o roubo foi comunicado, maçaricos, serras de diversos tipos, compressores, furadeiras, transformadores e cilindros de oxigênio e acetileno.

De acordo com a polícia, um ofício enviado pelo Itaú informa que 171 cofres foram abertos e, desses, 142 foram roubados. Em nota, o banco Itaú afirma que foram 138 cofres roubados, pertencentes a 120 clientes, “o equivalente a 5% do total de cofres localizados naquela agência”.

“Para cada cofre alugado existe um contrato de locação definindo que dentro do cofre somente devem ser colocados bens no valor máximo de 15 mil reais. Para valores excedentes a esse limite, o cliente poderia optar por seguro adicional com o próprio Itaú ou outra seguradora de sua preferência”, explica a nota do banco. Dos 120 clientes roubados, 104 já foram atendidos pelo banco, segundo o Itaú.

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