Polícia prende quatro acusados de fraudar a Prefeitura de SP

Engenheiros, arquitetos, advogados e despachantes são acusados de falsificar guias de recolhimento da prefeitura

iG São Paulo |

Quatro pessoas foram presas nesta sexta-feira acusadas de fraudar a Prefeitura de São Paulo e o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 50 milhões. "Desvendamos um sistema macro de uma organização criminosa na cidade de São Paulo para assaltar os cofres públicos. Ela envolve engenheiros, arquitetos, construtoras (despachantes) e outros estelionatários. A Polícia Civil já prendeu Natali Federzoni, Joel José Abrão da Cruz, Adriana Dionísio de Oliveira e Nivaldino Dionísio de Oliveira. Esse número nos próximos dias deve aumentar para 20 pessoas", explicou o corregedor-geral do município, Edílson Bonfim, em entrevista coletiva.

AE
Nivaldino Dionísio de Oliveira é preso por envolvimento em fraudes contra a Prefeitura de São Paulo

As fraudes eram praticadas por construtoras que usavam guias falsas de pagamento de licença para efetuar uma obra. “Eles pegavam guias, se mancomunavam com grandes construtoras, e com pequenas também, e em vez de pagarem o que era devido aos cofres públicos, negociavam um valor menor com uma versão mentirosa e absurda de que pagariam a dívida com os cofres públicos através de precatórios que não existem, precatórios de vento, papéis inexistentes”, detalhou Bonfim.

O corregedor-geral ressaltou que, a partir da semana que vem, dezenas de obras serão interditadas e que a fraude pode se tornar o maior golpe já dado na Prefeitura de São Paulo, chegando ao valor de R$ 100 milhões. “Hoje nós podemos falar em um dos maiores golpes, se não o maior golpe dado na municipalidade de São Paulo”. Até agora, 900 guias estão sob suspeita.

As quatro prisões ocorreram durante uma operação da Delegacia de Combate a Crimes Contra Administração Pública e o Ministério Público do Estado, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a operação visava desarticular uma organização formada por empreiteiras, engenheiros, arquitetos, advogados e despachantes que falsificavam guias de recolhimento, normalmente preenchidas por empreiteiras quando constroem prédios de altura superior à autorizada pelo Plano Diretor Municipal.

Durante o cumprimento de mandados de busca em onze locais, incluindo o interior do Estado de São Paulo, foram apreendidas guias falsificadas que simulavam o recolhimento de até R$ 3,2 milhões aos cofres municipais. A ação policial foi articulada com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, e a Corregedoria Geral da Prefeitura.

*Com informações da AE

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