Polícia prende dois homens suspeitos de matar advogada em SP

Segundo a polícia, Adriana foi morta após cobrar um cliente que teve uma pena reduzida em 30 anos e devia dinheiro para a advogada

iG São Paulo |

Policiais da Delegacia de Mairiporã prenderam na noite deste domingo dois homens, um de 31 e outro de 40 anos, suspeitos de terem assassinado a advogada Adriana Souza dos Reis, de 33 anos, na Estrada da Roseira, no bairro da Roseira, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Duas pessoas, incluindo um antigo cliente que é suspeito de ser o mentor do crime, estão foragidos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a investigação chegou até os suspeitos após o depoimento do namorado da advogada, que estava com ela no momento do crime e sobreviveu após ser baleado.

Arquivo Pessoal
Adriana foi morta no dia 4 de agosto, após receber a ligação de um suposto cliente
O namorado de Adriana informou à polícia que Adriana teria recebido um telefone de um cliente para visitá-lo em Mairiporã, e que em certo momento, na estrada, se depararam com um veículo prateado, ocupado por três homens.

Dois deles desceram do carro e pediram para que os seguissem. Eles os levaram para um local desconhecido, pararam o carro e um deles desceu, sacou uma arma e começou a atirar no casal.

De acordo com a polícia, após três semanas de investigação, policiais da Delegacia de Mairiporã prenderam dois suspeitos pela morte e continua investigando o paradeiro de outros dois suspeitos. Foram apreendidos um revólver, calibre 38, e um fuzil 762.

Os policiais apuraram que um dos quatro suspeitos, um homem de 32 anos, tinha uma pena de 50 anos para cumprir, e teria contratado a advogada para diminuir a pena. Ela conseguiu diminuir o total para 20 anos, e, após o acordo, ficou acertado que ele pagaria R$ 150 mil a ela. Segundo a SSP, do total acertado, o homem pagou apenas R$ 30 mil.

Cobrado pela advogada, ele teria se aliado a um dos presos deste domingo e a outros homens que a mataram. A prisão preventiva dele e de um dos homens que estavam no carro foi decretada. Em entrevista ao iG , a mãe de Adriana, a comerciante Dalva Souza da Silva, de 57 anos, havia dito que a filha não escolhia os clientes . “Ela fazia o trabalho dela, não importava quem fosse: ladrão, traficante...”, disse.

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