Polícia ouve testemunhas sobre mortes em apartamento da Oscar Freire

Eugênio Bozola e Murilo Rezende da Silva foram encontrados mortos a facadas na manhã de terça-feira

iG São Paulo |

A polícia continua investigando as mortes do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, e do modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos. Testemunhas do caso foram ouvidas nesta quarta-feira no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas a polícia não divulgou o nome de nenhuma delas.

Os dois homens foram encontrados mortos dentro do apartamento de Bozola na Rua Oscar Freire , em Pinheiros, bairro da zona oeste de São Paulo, por volta das 9h de terça-feira (23), quando a faxineira Neide Ferreira chegou para trabalhar. Os dois moravam juntos há quase quatro meses. O carro de Bozola, um Honda Civic, foi levado da garagem do prédio, que não possui câmeras de segurança.

O corpo de Bozola foi enterrado nesta manhã em Igarapava, cidade do interior de São Paulo. O corpo de Silva foi liberado hoje do Instituto Médico Legal (IML) central e será enterrado em Rodeiro, cidade da Zona da Mata mineira onde vive a família.

Futura Press
Murilo era modelo e sexto colocado do concurso Mister Brasil 2011 e pelo Estado do Piauí
Modelo buscava emprego

Silva era modelo manequim da agência Mega Models e decidiu morar na capital paulista para trabalhar, segundo um de seus agentes que esteve no apartamento na noite de terça-feira (23), depois de saber do crime, mas não quis se identificar. Ele foi o sexto colocado do concurso Mister Brasil 2011 e representava o Estado do Piauí. Pelo twitter, a organização do evento lamentou a morte do modelo “Murilo, sexto colocado no concurso, sempre demonstrou ser uma pessoa de caráter irretocável, admirado por todos."

Investigações

A polícia investiga quantas pessoas estavam no apartamento no momento do crime. Vizinhos disseram ter ouvido barulhos no local por volta das 23h. "Ouvi barulho de festa, não ouvi briga ou tiro, só vozes, parecia uma celebração", contou o estudante Ulisses Faria, de 17 anos.

O corpo de Bozola foi encontrado na cozinha do apartamento e o de Silva em um quarto, com um saco que cobria parte da cabeça. De acordo com o delegado que registrou o caso, Paulo Roberto Nascimento de Oliveira, do 14° Distrito Policial, não havia sinal de arrombamento no local, e sim sinais de luta como um cinzeiro quebrado, objetos revirados e marcas de sangue nas paredes.

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