Polícia ouve educadoras de escola onde aluno atirou em professora

Delegada responsável pelo caso quer ouvir irmão de aluno na próxima semana porque ele pode ajudar a esclarecer o perfil do menor

Carolina Garcia, iG São Paulo |

A Polícia Civil começou a ouvir nesta sexta-feira o corpo docente da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, onde o menino D.M.N, de 10 anos, atirou contra uma professora e se matou depois . A delegada Lucy Mastellini Fernandes, do 3º DP, informou que educadoras, a coordenadora Meire Bernardete Cunha e as professoras Priscila e Ana Paula, que davam aula ao menino, são ouvidas neste momento.

De acordo com a delegada, a família do menor será ouvida na próxima semana, assim como a professora Rosileide Oliveira, que deve ser procurada pela polícia assim que deixar o hospital. Ela está internada no Hospital das Clínicas de São Paulo. Ela passou por uma cirurgia de três horas na quinta-feira e, nesta sexta, deixou a UTI e foi para o quarto. Seu estado de saúde é estável, mas não há previsão de alta.

Colegas do garoto e alunos presentes no momento do crime serão ouvidos na própria escola. A delegada manifestou interesse ainda de ouvir o irmão mais velho do menino, de 14 anos, já que ele poderia dar mais informações sobre o perfil do menor.

Sobre a possível responsabilidade do pai, o guarda municipal, Milton Nogueira, Lucy diz ser “difícil e praticamente impossível penalizá-lo por homicídio”. A arma usada no crime está registrada no nome do pai e não pertencia à corporação policial.

Segundo ela, o desenho que foi encontrado na mochila do menor retrata ele mesmo com 16 anos em ambiente escolar. Ela explicou que em parte do desenho ele é visto com um X na frente do corpo – detalhe que poderia significar um objeto para guardar munição e proteção nos joelhos. “Em nenhum momento podemos concluir que se trata de uma arma. Acho que estão dando mais importância para isso do que para o fato (assassinato em si)."

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