Acordo assinado nesta quinta-feira prevê que 30 policiais militares apoiem a Guarda Universitária

Pais do estudante Felipe Ramos de Paiva no dia do seu assassinato
AE
Pais do estudante Felipe Ramos de Paiva no dia do seu assassinato
Quase quatro meses depois da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos , que ocorreu na noite do dia 18 de maio, a Secretária da Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Militar e a Universidade de São Paulo (USP) assinaram um convênio para aumentar as medidas de segurança e policiamento no campus da USP.

De acordo com a PM, em três meses, houve uma redução em 60% da criminalidade dentro da Universidade e o policiamento no campus foi reforçado desde a morte de Paiva.

O acordo, assinado nesta quinta-feira, prevê que os policiais militares atuem da forma comunitária . De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o comandante da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, qualifica a aproximação com a comunidade universitária como “excelente”. “É um momento histórico, onde conseguimos quebrar uma resistência”, afirmou.

Com validade de cinco anos, a PM passará a apoiar a Guarda Universitária no patrulhamento do campus da USP, compartilhando informações e bases de dados. O patrulhamento será coordenado pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitano 5 (CPA/M-5), responsável pela região. Com o convênio, cerca de 30 policiais participarão do patrulhamento do campus.

Assinaram o convênio o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, e o reitor da USP, João Grandino Rodas. Também participaram da cerimônia executivos do Instituto São Paulo Contra a Violência.

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), professor João Grandino Rodas, informou que o convênio foi votado pelo conselho do campus e o policiamento é bem-vindo. “Pelo caráter de humanização, a Polícia Militar merece entrar pela porta da frente da universidade.”

De acordo com o coronel Camilo, essa parceria deve progredir para outras áreas. "Em um futuro próximo, os professores da USP passarão a integrar o corpo docente dos cursos de mestrado e doutorado da Polícia Militar”, disse.

Capacitação profissional e da comunidade

Segundo a SSP, os policiais militares que atuarão na Cidade Universitária frequentarão o Estágio de Especialização de Praças – Policiamento de Bases Comunitárias, onde reforçarão os conhecimentos do policiamento comunitário.

Os frequentadores da universidade vão fazer o Curso Prático de Atividades Comunitárias, no qual serão ministradas palestras sobre segurança e prevenção. “Os oficiais estão sendo capacitados para entender o público da USP”, disse Camilo. O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto reforçou: “a aproximação da Polícia Militar Comunitária com a comunidade do campus será essencial para que haja mais diálogo e para a diminuição da criminalidade.”

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