Polícia Militar registra 18 prisões e 860 abordagens na Cracolândia

Operação entra no quarto dia na região central de São Paulo. Até o momento, 14 condenados da Justiça foram recapturados

iG São Paulo |

Um balanço da Polícia Militar, divulgado nesta manhã de sexta-feira, aponta que 18 pessoas foram detidas na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, desde o começo da Ação Integrada Centro Legal. A ação policial teve início na última terça-feira (3). Segundo relatório, até 6h de hoje, foram realizadas três prisões por tráfico de drogas e uma por receptação.

AE
Policiais abordam suspeitos durante operação realizada na Cracolândia nesta sexta-feira
Outros 14 condenados da Justiça foram recapturados. Todos foram encontrados durante as 860 abordagens policiais. O balanço contabilizou ainda 73 abordagens sociais e quatro encaminhamentos para hospitais.

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Foram realizadas 137 abordagens de agentes de saúde e nove pessoas foram encaminhadas para serviços de saúde. O trabalho de limpeza da região também foi contado. Até o momento, cerca de 10 toneladas de lixo foram retirados da região.

A ação policial entra no seu quarto dia e, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a operação atinge a estratégia do tráfico de drogas na região. “Estamos quebrando a estrutura logística do tráfico”, afirmou o coronel Pedro Borges, comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1), responsável pelo centro da capital. Vizinhos das regiões centrais de São Paulo reclamam que os usuários de drogas que ficavam concentrados na Cracolândia se espalharam para outros pontos levando medo a quem mora em outras regiões.

Migrações

Nesta quinta-feira, policiais militares usaram bombas de efeito moral para dispersar usuários de drogas que se aglomeravam na praça Princesa Isabela. Participam da ação na Cracolândia 100 policiais militares com o apoio de policiais da Tropa de Choque, Cavalaria e Canil.

O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, falou em “resgatar a dignidade das pessoas em situação indigna”. A ação policial acontece por tempo indeterminado. “Não temos pressa, queremos tirar as pessoas dessa situação”, disse o comandante-geral.

Três fases

Segundo Camilo, a ação na Cracolândia terá três fases. A primeira é a atuação da polícia contra o tráfico de drogas em conjunto com uma operação de zeladoria da prefeitura em casarões e ruas, de onde já foram retiradas 7,5 toneladas de lixo. Em uma segunda etapa, a ação ostensiva da PM, na visão de Prefeitura e Estado, vai incentivar consumidores da droga a procurar ajuda. Na terceira fase, a meta será manter os bons resultados.

A PM estima que em 30 dias, após a prisão de traficantes e o restabelecimento da ordem na região, a segunda fase tenha início, com a participação de assistentes sociais e agentes de saúde que farão o encaminhamento dos dependentes químicos para albergues, AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) e, se preciso, internação para tratamento e reinserção social.

*com AE

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