Polícia faz reconstituição de assassinato em Cunha

As irmãs Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15, foram encontradas mortas no dia 28 de março. Suspeito confessou crime, diz polícia

iG São Paulo |

Agencia o Globo
Josely foi atingida por dois tiros e, Juliana, por quatro
A Polícia Civil de Cunha, no interior de São Paulo, realiza, nesta terça-feira, a reconstituição do assassinato das irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia, de 15 anos. As duas despareceram no dia 23 de março e os corpos foram localizados cinco dias depois.

Segundo informações da Delegacia Seccional de Guaratinguetá, o suspeito do crime, Ananias dos Santos, de 28 anos, participa da reconstituição. Santos foi preso no último dia 11 , na casa dos pais, na zona rural de Cunha, próximo à casa das vítimas.

Segundo a polícia, em depoimento, o suspeito confessou o crime e disse que agiu sozinho. Contudo, a hipótese de que ele teve ajuda ainda não foi totalmente descartada. A delegada Sandra Maria Vergal, da Seccional de Guaratinguetá, disse ao iG acreditar que ele teve ajuda de alguém porque o local onde os corpos das meninas foram achados era de difícil acesso. Para ela, um possível sentimento não correspondido de Santos por Juliana teria motivado uma crise de ciúmes entre ele e a ex-namorada Maria José, que o teria incentivado a cometer o crime.

O crime

Josely e Juliana foram vistas pela última vez na tarde do dia 23 de março após pegarem um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro de Cunha.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas em uma estrada de terra, onde elas desciam do coletivo, e acompanhá-las até em casa. Mas, neste dia, quando chegou elas já não estavam.

Policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo a polícia, o suspeito contou a familiares ter visto os corpos e eles avisaram a polícia, que os localizou no dia 28 de março. Josely foi morta com dois tiros (na cabeça e no peito) e, Juliana, com quatro (três na cabeça e um no peito).

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