Polícia faz acareação com suspeito de crime em Cunha

Polícia quer esclarecer contradições entre o depoimento de Ananias dos Santos, suspeito de matar irmãs, e o da ex-namorada dele

iG São Paulo |

AE
Ananias dos Santos quando foi preso, no dia 11, na zona rural de Cunha
A Polícia Civil de Cunha, no interior de SP, realizará, nesta sexta-feira, uma acareação entre o  suspeito de matar as irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia, de 15, e a auxiliar de enfermagem Maria José, de 49 anos, apontada como ex-namorada dele.

Ananias dos Santos foi preso na segunda-feira (11) na casa dos pais , na zona rural de Cunha, próximo à casa das vítimas. Segundo a polícia, em depoimento, o suspeito disse que agiu sozinho. Contudo, a hipótese de que ele teve ajuda para cometer o crime ainda é investigada.

A delegada Sandra Maria Vergal, da Seccional de Guaratinguetá, disse ao iG acreditar que ele teve ajuda de alguém porque o local onde os corpos das meninas foram achados era de difícil acesso. Para ela, um possível sentimento não correspondido de Santos por Juliana teria motivado uma crise de ciúmes entre ele e Maria José, que o teria incentivado a cometer o crime.

A delegada chegou a pedir também a prisão de Maria José, mas ela foi negada pela Justiça. A auxiliar nega qualquer participação no caso, mas a polícia quer ouvi-la novamente hoje para esclarecer por que ela omitiu o fato de Santos ter contado onde estavam os corpos. Os dois podem ser colocados frente a frente para serem interrogados.

O crime

Josely e Juliana foram vistas pela última vez na tarde do dia 23 de março após pegarem um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro de Cunha.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas todos os dias em uma estrada de terra, onde elas desciam do coletivo, e acompanhá-las até em casa. Mas, neste dia, quando chegou elas já não estavam.

Policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo a polícia, o suspeito contou a familiares ter visto os corpos e eles avisaram a polícia, que os localizou no dia 28 de março.

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