Polícia encontra corpos e prende suspeitos de execução em SP

Segundo a polícia, quatro membros do PCC foram presos suspeitos de participar de um "tribunal da morte" na zona norte de São Paulo

iG São Paulo |

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubo a Condomínios do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) encontraram cinco corpos, enterrados em covas rasas em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, e prenderam quatro membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de integrarem uma quadrilha encarregada de "julgar" e executar vítimas com requintes de crueldade na capital paulista.

AE
Conjunto de prédios na região de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, onde atuavam membros do Primeiro Comando da Capital
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), as investigações começaram há 90 dias. Uma apuração de roubo em condomínio teve desdobramento para tráfico de drogas e acabou revelando o esquema desenvolvido pela facção criminosa. “As vítimas eram divididas em quatro categorias: devedores, pedófilos, falsos profetas e os 'coisas'. Todas as mortes eram decretadas depois de debates entre integrantes da facção que estão tanto fora quanto dentro de cadeias”, explicou o delegado Antônio Carlos Heib, titular da DRRCondomínios.

De acordo com as investigações da polícia, o funcionamento do 'tribunal' consiste em prender desafetos para executá-los. Durante o período do debate, quando a pessoa é acusada e tenta fazer a própria defesa, um integrante do grupo prepara a cova. As mortes acontecem no local onde o corpo será enterrado. Para não chamar atenção, mas utilizando um método bem mais cruel, os assassinatos são realizados com picareta e enforcamento utilizando fios de varal.

A equipe identificou um dos líderes do 'tribunal'. É o funileiro G.M.M., o Má, de 28 anos. Ele está foragido. O outro chefe é M.A.O., o Barata. Também foram detidos A.A.N., L.L.S. e A.F.S. O grupo foi detido entre o final de setembro e o início deste mês em diversos bairros da zona leste. O Instituto Médico Legal ainda tenta identificar as vítimas.

Para o delegado Heib, as investigações permitiram identificar os autores e os procedimentos adotados, mas também descobrir alguns códigos usados nos 'tribunais', principalmente, em relação as outras facções. “Falso profeta é integrante de uma facção, mas quer se passar como homem de outra. Coisa é integrante da facção rival”, comentou o delegado.

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