Ananias dos Santos foi detido na casa da irmã, na zona rural da cidade. Polícia encontrou arma que pode ter sido usada no crime

Ananias dos Santos foi preso próximo à casa das vítimas e não ofereceu resistência
AE
Ananias dos Santos foi preso próximo à casa das vítimas e não ofereceu resistência
A Polícia Civil de Cunha, a 230 km da capital paulista, afirma que Ananias dos Santos, preso na manhã desta segunda-feira , confessou ter matado as irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, de 15.

O suspeito foi preso nesta madrugada, escondido na casa da irmã, no bairro de Jacuí, próximo à casa das vítimas, na zona rural da cidade. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma equipe de treze policiais de diversas delegacias da região encontraram o suspeito após buscas em uma área de montanha e de mata fechada.

Santos, segundo a polícia, não ofereceu resistência e participou com os policiais de buscas a arma que teria utilizado no dia do crime. Uma arma foi encontrada a cerca de 60 km da casa dos pais de Santos e será periciada.

Conforme a SSP, Santos foi conduzido à carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Guaratinguetá e será interrogado formalmente. 

Polícia mostra arma que pode ter sido usada no crime
AE
Polícia mostra arma que pode ter sido usada no crime
Ele é também fugitivo da Penitenciária de Tremembé , interior paulista, onde cumpria pena por evasão, formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de armas e constrangimento ilegal. Em março de 2009, ele se beneficiou de uma saída temporária para a Páscoa e não retornou à cadeia.

O crime

Josely e Juliana foram vistas pela última vez na tarde do dia 23 de março após pegarem um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro de Cunha.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas todos os dias em uma estrada de terra, onde elas desciam do coletivo, e acompanhá-las até em casa. Mas, neste dia, elas não estavam.

Policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar. Segundo a polícia, o suspeito contou a familiares ter visto os corpos e eles avisaram a polícia, que os localizou no dia 28.

Os corpos estavam em um local de mata fechada na Estrada da Samambaia, no Bairro Jacuí, zona rural da cidade. Eles estavam vestidos e tinham marcas de tiros. Josely foi atingida por dois projéteis (na cabeça e no peito) e, Juliana, por quatro (três na cabeça e um no peito).

Para a polícia, um possível sentimento não correspondido de Santos por Juliana teria motivado uma crise de ciúmes entre ele e a mulher com quem vivia, de 50 anos. A delegada Sandra Maria Vergal, da Seccional de Guaratinguetá, considera que Santos teria matado a garota para provar seu amor à companheira, que, enciumada, o teria incentivado a cometer o crime.

O suspeito mantinha relações de amizade com a família das vítimas e, segundo a polícia, não agiu sozinho. "Acredito que ele tenha tido ajuda de alguém. As meninas devem ter ido a pé até o local onde foram encontradas, que era de difícil acesso", disse Sandra. Até o momento, no entanto, a polícia não divulgou o nome de outro possível suspeito.

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