Polícia considera que suspeito de matar irmãs teve ajuda

Corpos estavam em local de difícil acesso em Cunha (SP) e, por isso, a polícia acredita que Ananias dos Santos não agiu sozinho

iG São Paulo |

Agencia o Globo
Josely Laurentina de Oliveira e Juliana Vânia de Oliveira
A delegada Sandra Maria Pinto Vergal, da Seccional de Guaratinguetá (SP), trabalha com a hipótese de que Ananias dos Santos, de 28 anos, suspeito de assassinar as irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, de 15, não agiu sozinho. Santos teria contado com a participação de pelo menos mais uma pessoa.

Sandra esclarece que ainda não há nomes de outros suspeitos. Mas, pelo fato dos corpos terem sido encontrados em um local de difícil acesso, em uma mata fechada, a polícia acredita que o autor dos homicídios contou com a ajuda de alguém.

Na quinta-feira, o pedreiro José Benedito de Oliveira disse à polícia que Santos esteve em sua casa um dia após o sumiço das filhas, pedindo que ele guardasse uma arma . Para a polícia, essa pode ter sido uma tentativa de incriminar o pai das vítimas.

Oliveira afirmou que o suspeito estava nervoso e pediu para esconder a arma em um monte de lenha. "Disse a ele que fosse embora", afirmou.

A polícia ainda trabalha com a possibilidade de que a motivação do crime foi um amor não correspondido de Santos por Juliana . Isso teria provocado uma crise de ciúmes entre ele a auxiliar de enfermagem Maria José, de 49 anos, e ele teria assassinado as meninas para provar o amor pela companheira. 

Divulgação
Foto de Ananias dos Santos é a primeira da seção de Foragidos do site da Polícia Civil
Maria teve o pedido de prisão negado pela Justiça. Ela afirma que não teve qualquer tipo de participação no crime, mas se arrepende de não ter avisado a polícia logo que recebeu um telefonema de Santos, na quinta-feira (24), afirmando saber onde estavam os corpos. "Eu me arrependo amargamente", afirmou.

O suspeito

De acordo com informações da Secretaria se Segurança Pública (SSP), Santos é natural de Cachoeira Paulista, interior do Estado, e já foi condenado por evasão, formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de armas e constrangimento ilegal.

Ele estava detido na Penitenciária de Tremembé, mas, em março de 2009, se beneficiou de uma saída temporária para a Páscoa e não retornou à cadeia. A foto dele foi incluída na lista das pessoas mais procuradas pela Polícia Civil do Estado.

O caso

Josely e Juliana foram vistas pela última vez na tarde de quarta-feira (23) após pegaram um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro do município.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas, todos os dias, por volta das 18h45, em uma estrada de terra e acompanhá-las até em casa. Contudo, na quarta-feira, ao chegar ao ponto, o ônibus já havia passado e as adolescentes não estavam. Desde o registro do desaparecimento, policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Na segunda-feira (28), os corpos foram localizados em um local de mata fechada na Estrada da Samambaia, no Bairro Jacuí, zona rural da cidade. As meninas estavam vestidas e tinham marcas de tiros. Josely foi atingida por dois projéteis (na cabeça e no peito) e, Juliana, por quatro (três na cabeça e um no peito). 

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