Polícia ainda não tem imagens da agressão contra um casal gay em SP

O casal foi agredido na madrugada de sábado (1). Um dos homens teve a perna direita fraturada em dois pontos

iG São Paulo |

AE
Casal gay foi agredido na região da Avenida Paulista na madrugada de sábado (1)
A delegada titular do 78° Distrito Policial (Jardins), Vitória Lobo Guimarães, informou que ainda não recebeu imagens referentes à agressão sofrida por um casal gay na região da Avenida Paulista no último sábado (1). O caso foi registrado no domingo (2), como lesão corporal consumada e direcionado para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), de acordo com a Secretaria de Segurança Pública.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram que no Sonique Bar os dois agressores teriam se interessado por algumas mulheres que acompanhavam o casal gay, mas elas não corresponderam. Após o grupo sair do local, os agressores seguiram o casal até um posto de combustível e começaram a agredir os dois com socos e chutes.

O analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32 anos, e o namorado, o supervisor financeiro J.P., 30, contam que os agressores não aparentavam pertencer a algum grupo de intolerância sexual. J.P. teve a perna direita fraturada em dois pontos.

"Um dos agressores partiu para cima de mim e o outro começou a bater no meu namorado, que caiu desacordado depois de tomar um chute na cabeça. Fiquei desesperado, achei que ele tinha morrido", contou Villa.

Outros casos

Esse não é o primeiro caso de agressão contra homossexuais registrado este ano em São Paulo. Em janeiro, dois jovens gays afirmaram ter sido vítimas de agressões na região da Avenida Paulista . Um deles levou uma garrafada no olho direito. E o outro um soco no peito. Eles não viram os agressores se aproximarem.

Em março, Guilherme Rodrigues, um militante político e ativista do movimento Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT), foi agredido na Rua Augusta . Ele conversava com um amigo quando percebeu que quatro jovens provocavam um casal gay. Ele foi para um posto de gasolina próximo ao local e viu o casal ser agredido. Percebendo que Guilherme o observava, o grupo foi até ele e também o agrediu com socos e cabeçadas.

De janeiro a julho deste ano, o Disque 100 recebeu 630 denúncias contra a população LGBT. As vítimas concentram-se na faixa etária de 19 a 24 anos (43%) e de 25 a 30 anos (20%). Os casos mais comuns de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são os de violência psicológica (44,38%), como ameaça, hostilização e humilhação, e de discriminação (30,55%).

Em outros casos registrados este ano as vítimas foram confundidas com homossexuais e por isso teriam sido agredidas. Em julho, pai e filho foram agredidos durante uma exposição agropecuária em São João da Boa Vista, município da região de Campinas. No mês seguinte, dois arquitetos foram atacados com golpes com luminária de ferro , na esquina das avenidas Paulista e Augusta.

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