Camelôs chegaram a se concentrar pela 3ª vez. Tropa de Choque controlou manifestantes com bombas de efeito moral às 5h30

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A Polícia Militar teve de agir com maior rigor após vários grupos de ambulantes tentarem invadir as ruas do Brás, zona leste da capital paulista, e iniciarem outros protestos. O clima entre as duas partes voltou a esquentar no final da madrugada.

Cerca de 45 minutos depois, já perfilados, policiais da Tropa de Choque acompanhavam os cerca de 250 manifestantes, que já haviam tomado a Rua Oriente e soltavam rojões ao mesmo tempo em que caminhavam pela via. A primeira bomba de efeito moral foi disparada contra os ambulantes às 5h30.

Polícia impediu vendedores ambulântes de realizar novas manifestações no Brás nesta quinta
AE
Polícia impediu vendedores ambulântes de realizar novas manifestações no Brás nesta quinta

É a terceira madrugada seguida que os ambulantes que não têm autorização para montar a tradicional feirinha da madrugada na região estão reunidos e acompanhados de perto pela PM. Desde à 1h45, os grupos de camelôs estão sendo dispersos pelos PMs na tentativa de se evitar protestos iguais aos ocorridos na segunda (24) e na terça-feira (25) .

Durante negociação entre a Polícia Militar e o diretor do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo, Leandro Dantas, os vendedores ambulantes irregulares conseguiram continuar a realizar passeatas pelas ruas da região - de modo pacífico - com o monitoramento da PM.

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Segundo o tenente coronel Benjamin Francisco Neto, ficou acertado durante uma reunião que as passeatas dos camelôs podem ocorrer desde que o grupo mantenha uma das faixas da Rua Oriente liberada ao tráfego. Os camelôs seguiriam para a Avenida Celso Garcia.

Feira da Madrugada

Os ambulantes regularizados, que ocupam um bolsão criado pela Prefeitura, foram recepcionados, nesta madrugada, pelos "clandestinos" mais uma vez sob gritos e ameaças, o que obrigou os policiais a intervir e acabar com a aglomeração em frente ao pátio da Feira da Madrugada, cuja entrada principal fica na Rua Monsenhor Andrade. 

Os protestos dos ambulantes começaram na madrugada de segunda-feira como reação ao endurecimento das operações da PM no entorno, onde milhares de visitantes de outras cidades e Estados compram diariamente tecidos e outros produtos.

PMs trabalham desde maio no local, combatendo o comércio irregular na chamada "Operação Delegada" e para isso recebem uma remuneração da Prefeitura.

*com AE

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