PMs acusados de integrar grupo de extermínio vão a júri em SP

Quatro policiais militares acusados de decapitarem suas vítimas são apontados como responsáveis por diversos homicídios

iG São Paulo |

Agência Estado
Policiais chegam ao Fórum de Itapecerica da Serra para julgamento
Policiais militares acusados de integrar um grupo de extermínio, conhecido como "Highlanders" por decapitar suas vítimas, estão sendo julgados desde a manhã desta quinta-feira no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Os quatro policiais militares Moisés Santos, Joaquim Aleixo Neto, Anderson Sales e Rodolfo Vieira, acusados de executar e decapitar o deficiente mental Antonio Carlos da Silva Alves, também são apontados como responsáveis por diversos homicídios ocorridos na zona sul da capital entre 2007 e 2008.

O julgamento começou por volta das 10h e a previsão é de que termine ainda nesta quinta-feira. Até o início da tarde, as quatro testemunhas de acusação já tinham sido ouvidas. Oito testemunhas de defesa ainda devem ser ouvidas.

O quatro políciais são acusados de participar de um grupo de extermínio formado por policiais militares do 37º Batalhão de São Paulo. Inquério da Polícia Civil indiciou 14 PMs - 13 deles com as patentes de soldados, subtenentes e sargentos e um oficial.

O inquério do Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, indiciou nove policiais militares pela morte do deficiente mental. Pelo duplo homicídio de Roberth Sandro Campos Gomes e Roberto Aparecido Ferreira foram indiciados mais cinco oficiais. Os autores do relatório concluíram que o grupo de extermínio agia como um esquadrão da morte.

Além de quatro decapitações, o grupo é investigado por um duplo homicídio ocorrido em 15 de janeiro de 2008. Diego dos Santos, de 18 anos, e o amigo Júnior, de 15, foram abordados, segundo testemunhas, por uma viatura da Rota.

A Polícia Militar alega que, no dia do desaparecimento de Diego e Júnior, a viatura da Rota com as placas citadas na investigação não deixou o pátio da unidade. Policiais militares também alegaram que a viatura do 37º Batalhão apontada como a que teria sido usada na abordagem de Alves, o portador de deficiência mental, estava estacionada no quartel na hora dos fatos.

*Com informações da Agência Estado

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