PM eleva número de multas na capital paulista

Comando de Policiamento de Trânsito aplicou cem mil multas em pouca mais de seis meses de atuação em 2010

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Em pouco mais de seis meses de atuação, o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) já fez crescer a quantidade de multas de trânsito aplicadas pela Polícia Militar (PM) na capital paulista. Foram 744 mil autuações registradas pela corporação entre janeiro e dezembro - alta de 8% em relação ao mesmo período de 2009. Cerca de cem mil delas foram aplicadas pelo CPTran, que voltou a operar na capital em maio, com cerca de 2,2 mil agentes reunidos em dois batalhões. Foi justamente a diferença de multas a mais dadas pela PM no ano passado, em relação a 2009.

Os demais policiais militares continuaram com ações de fiscalização de trânsito, também aplicando multas. Mas as ações diárias de monitoramento do tráfego e operações de combate à embriaguez ao volante, por exemplo, foram todas reunidas no CPTran, além da fiscalização das cadeirinhas - o transporte irregular causou 216 autuações. "É normal que a quantidade tenha subido, porque agora temos um órgão específico e especializado para fiscalizar o trânsito", diz o capitão Paulo Sérgio Oliveira, chefe da Divisão Técnico-Operacional do CPTran.

A previsão é que as multas do CPTran sejam maioria na corporação neste ano. Essas infrações ainda devem aumentar a participação da PM no total aplicado na cidade. No último balanço divulgado, em 2010, ela foi responsável por 11% das autuações, ante 35% dos agentes da CET e 54% dos radares.

Blitze

Em reunião com o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo, o secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, solicitou ajuda para reduzir a quantidade de acidentes e mortes de motociclistas no trânsito. A resposta foi a promessa de intensificar a fiscalização de motos em situação irregular ou em péssimas condições. E a média de recolhimento de motos irregulares, que era em torno de 1,5 mil por ano, passou para 1,2 mil por mês em janeiro - as motos representam 12% da frota, que deve chegar a 7 milhões de veículos neste ano.

"Nós estamos trabalhando para reduzir a quantidade de acidentes com motos, mas se chegou a um nível em que era preciso mais do que ações de trânsito. Por isso solicitamos ajuda do CPTran, pois os policiais têm competência para fiscalizar os veículos e os condutores", diz o diretor de administração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), coronel Alberto Reis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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