PM de São Paulo investiga 10 policiais por vídeo violento

Imagens mostram bandidos supostamente baleados após troca de tiros com policiais. Agentes já cumprem regime interno na Corregedoria

iG São Paulo |

Dez policiais militares estão sendo investigados pelo envolvimento no vídeo que mostra dois homens baleados sendo humilhados. Na quinta-feira (25), o comando da corporação informou que só teve conhecimento do caso na quarta, quando o vídeo ganhou repercussão na imprensa. O major Levi Anastacio Felix, da Corregedoria da PM, afirmou que o episódio é grave. "Vamos individualizar as condutas e adotar as medidas processuais", disse, sem precisar quais sanções poderão ser aplicadas. 

Segundo a assessoria da PM, os policiais já foram identificados e "se encontram à disposição da Corregedoria para que seja individualizada a conduta de cada um na ocorrência". Os agentes são mantidos em regime interno e não podem deixar a Corregedoria, onde devem ficar até que as investigações sejam concluídas.

No vídeo, um baleado aparece agonizando, enquanto o autor da gravação afirma "estrebucha, filho da p., estrebucha, vai". As imagens mostram o jovem com espuma escorrendo pela boca e um segundo criminoso também no chão. É possível identificar sons do rádio da polícia, além da bota e de um cinto da PM. A cena ocorreu em 9 de maio de 2008, no Parque São Rafael, zona leste de São Paulo. Os dois homens que aparecem sendo hostilizados, já no chão, haviam roubado uma metalúrgica na vizinhança e, na fuga, foram surpreendidos por um oficial da Guarda Civil Metropolitana. Houve troca de tiros e a PM só teria chegado ao local depois. 

Quatro viaturas foram destacadas. Os policiais são do 38.º Batalhão da PM - um deles é tenente e o veículo é da Força Tática. Os PMs não teriam disparado nenhum tiro e fizeram o transporte dos baleados. Um deles, Tiago Silva de Oliveira, então com 21 anos, morreu três dias após o crime. O outro era menor de idade à época e, segundo o comando da PM, cumpriu medida socioeducativa. Hoje está livre. E na quinta-feira, ele disse à polícia não ser capaz de reconhecer quem fez o vídeo e os agrediu verbalmente.

"As imagens têm cerca de um minuto. E ali sabemos que não ocorre o socorro de imediato", conta Felix. A polícia também investiga quem postou o vídeo na internet pela primeira vez em 2008.

*com informações do Estado de São Paulo

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