Piscinão de São Mateus em SP pode se tornar área de lazer

Ideia apresentada durante a conferência C-40 agrada o secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo |

Em Rotterdam, na Holanda, uma das soluções contra enchentes foram as chamadas praças da água - reservatórios que funcionam como área de lazer para a população no período de seca. A iniciativa deixou o secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, entusiasmado, embora ele ressalte que não é a prioridade no que se refere a enchentes em São Paulo.

“O que nós estamos querendo é usar os reservatórios que têm piso natural para isto. Lá em São Mateus, que temos dinheiro do crédito de carbono, estamos discutindo com a Secretaria de Obras a transformação do piscinão em um parque para a população no entorno no período de seca”, disse Eduardo Jorge durante a realização em São paulo do C-40 Large Cities Climate Leadership Group, que reúne as maiores cidades do mundo para a discussão do papel dos governos locais no combate às mudanças climáticas.

Para Jorge, em São Paulo há uma prioridade: ainda é preciso mapear onde está a população em área de risco e tirar aquela população do local. “Em São Paulo, a questão número um em relação às enchentes é tirar os moradores de área de risco”, disse.

A cidade holandesa de 600 mil habitantes já sofre com as mudanças climáticas. Ela fica em um delta e as enchentes estão se tornando cada vez mais comuns. A ideia é que a praça da água seja voltada para o lazer 90% do tempo e quando tiver uma chuva muito forte ela encha como um reservatório, evitando alagamentos na região. A previsão é que a primeira praça d’água seja construída em Rotterdam até o fim do ano.

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