Segundo o MP, na casa dos auditores fiscais foram encontrados R$ 7,8 milhões e US$ 2,8 milhões, além de pedras preciosas

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira, a Operação Paraíso Fiscal, visando desarticular um grupo integrado por servidores da Receita Federal suspeito de crimes na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. Oito pessoas foram presas, sendo que cinco são auditores fiscais. Os outros presos são um doleiro e o filho e a mulher de um auditor.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), na casa dos servidores foram encontrados R$ 7,8 milhões e US$ 2,8 milhões, além de pedras preciosas. Só na casa do auditor fiscal, os agentes encontraram R$ 2,5 milhões e US$ 2,5 milhões.

Todos os presos são suspeitos de integrar o esquema de venda de fiscalizações, segundo informou a PF. As investigações, que começaram no início do ano, revelaram que a quadrilha lavrava autos de infração com valores menores do que os efetivamente devidos pelos contribuintes.

Segundo a PF, há indícios de que empresários da região eram abordados pelos servidores públicos, que deixariam de autuá-los em troca de vantagens financeiras vultosas. Os investigados também agiriam invalidando autos de infração já lavrados.

Os presos devem ser denunciados à Justiça pelos crimes de violação de sigilo, corrupção, advocacia administrativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

*com Agência Brasil

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