Pesquisa mostra que 37% dos jovens paulistanos aderiram ao narguilé

Estudo foi feito pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo com 932 fumantes

AE |

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Um estudo da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo mostra que 37% dos jovens paulistanos, com idade média de 25 anos, aderiram ao narguilé. O levantamento, que entrevistou 932 fumantes no decorrer do ano passado, ainda constatou que 96% dos consumidores do fumo de origem oriental também são adeptos do cigarro de cravo.

Além disso, metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes da presença de carbono no ar expirado: uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável. A fumaça do narguilé aspirada pelo usuário é composta por cem vezes mais alcatrão, quatro vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono. Já o cigarro de cravo mantém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

"A indústria revestiu com cheiro e gosto o consumo do tabaco para atrair um público cada vez mais jovem e, assim, substituir o grupo mais velho que está sofrendo com os males do fumo", afirma Stella Martins, diretora do Programa de Atenção ao Tabagista do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod).

O narguilé é composto por nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Ao ser queimado, libera metais pesados e cancerígenos, como o arsênico, chumbo, cobalto e cromo. De acordo com a diretora do Cratod, uma única rodada de fumo equivale ao consumo de cem cigarros.

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