Três sobreviventes do desabamento parcial de um prédio no centro de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira, contaram ao iG os momentos de tensão que passaram após o expediente de trabalho na noite de ontem. As três são funcionárias de uma distribuidora de prata que tinha escritório há dois anos e quatro meses no edificio Senador.
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Da esquerda para a direita, Amanda Lopez, Fabiana Souza, Luana de Sousa, que escaparam do desabamento
Elas explicaram que, durante um dia normal de final de expediente, desceram com os elevadores até o térreo. "Eu quis ir embora e elas (Luana e Amanda) decidiram ficar na lanchonete", conta Fabiana Souza, de 23 anos, a funcionária mais experiente entre as três.
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Amanda Lopez, de 22 anos, conta que enquanto comia sentiu o prédio tremer e viu "uma chuva de vidros". "O barulho foi estrondoso. Pensei que já estivesse morta, não enxergava nada".
Luana de Sousa, de 20 anos, complementa a versão da amiga sobre a força do desabamento e explicou que, para sair do local, precisou se orientar pelo reflexo da porta. "Não via nada. Só sentia muita poeira e tentava chegar até a porta pelos pontos de luzes".
As garotas afirmaram ainda não saber o que poderia ter causado o desabamento das lajes já que as ùnicas intervenções que o prédio sofria era pintura e colocação de um corrimão nas escadas. "Era uma manutencão simples. Não poderia causar todo esse estrago", conta Amanda.