Passageiros reclamam da presença de baratas em ônibus em SP

Leitores do iG relatam flagras incômodos e más condições de limpeza em ônibus de São Paulo

iG São Paulo |

O paulistano que trafega de ônibus pela cidade de São Paulo nos últimos meses tem sido obrigado a conviver, além do mal estar do calor, com baratas. Segundo relatos de leitores do iG , a presença dos insetos nos coletivos da cidade é constante. A diretora de arte Patrícia Borbolla conta que os passageiros do ônibus da linha Pedreira/Santa Cruz, que faz o trajeto entre Higienópolis e Vila Santa Catarina, na zona sul da capital, já estão acostumados com presença das baratas. “A parte de trás desse ônibus parece um depósito de lixo, todos já sabem disso, então os passageiros costumam ficar amontoados na parte da frente. O cobrador, coitado, não consegue fazer nada. As baratas fazem a festa.”

iG/São Paulo
Usuário flagra barata dentro de ônibus no centro de São Paulo
Para a operadora de caixa Silvia Gonçalves do Bem, que utiliza o ônibus Terminal Capelinha/Campo Belo, no trecho entre a avenida Faria Lima e a Vila Olímpia, a sensação de agonia é predominante nos passageiros. “Na semana passada o ônibus estava infestado dessas pragas. Elas estavam aos montes na parte de trás. Estava muito abafado no interior e batia pouco vento, então o incomodo era em dobro. Qualquer brisa que batia dava a impressão de que era uma barata que estava encostando em mim. Como eu não tinha outra opção, tive que ficar quase 45 minutos nessa tortura”, reclama.

A presença de baratas é algo comum nos ônibus que circulam pelo centro da capital também. Por duas vezes em menos de dez dias a reportagem do iG notou a presença de baratas na linha Terminal Princesa Isabel/Aclimação, operada pela Consórcio Plus.

O leitor Daniel Braz relata ter chegado no trabalho com uma barata dentro de seu capuz. “Peguei o ônibus e quando sentei vi uma barata meio longe, umas fileiras de banco pra frente. Achei meio incômodo, mas estava longe, então não me incomodei muito. Depois de um tempo a barata estava no banco na minha frente, e aí fiquei incomodado, só que quando olhei de novo a barata tinha sumido. O caminho era longo, acabei dormindo, desci no meu ponto e fui pro trabalho. Quando cheguei no trabalho, tirei o capuz da blusa que eu tava usando e senti uma coceira na cabeça, quando fui coçar, a barata havia pegado carona comigo! Foi um susto danado!”

Em nota, a São Paulo Transportes (SPTrans) lamentou os transtornos e disse que todos os veículos da frota são dedetizados periodicamente, com prazo de validade de 90 dias, período que é fiscalizado. “Quando a dedetização não obtém o resultado esperado, uma nova é realizada.”

Todo veículo que é flagrado sem o selo da dedetização, ou com ele vencido, é multado em R$ 180. Na reincidência a multa dobra e a empresa paga R$ 360. Nos dois casos ela é obrigada a refazer a dedetização. Durante o ano passado, a fiscalização aplicou 1.184 multas pela falta do documento nos ônibus da capital.

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