Parque Hopi Hari será fechado para a realização de perícias

Ministério Público e direção do parque discutem quando tempo local ficará fechado para verificações

iG São Paulo |

AE
Parque Hopi Hari, com o brinquedo La Tour Eiffel ao fundo, fechado após o acidente
O parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, será fechado para a realização de perícias em todos os brinquedos potencialmente perigosos do local. Ainda é discutido quantos dias serão necessários para a verificação de todas as atrações. 

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O assunto está sendo analisado entre a promotora Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, do Ministério Público de São Paulo, que quer 10 dias de fechamento, e a direção do parque desde o começo da tarde desta quinta-feira, na Promotoria da cidade, para a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). 

O Hopi Hari abre normalmente entre sexta-feira e domingo e fecha na segunda para manutenção dos brinquedos. Na última sexta-feira, 24, uma adolescente, de 14 anos, morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel .

Denúncia

O delegado de Vinhedo (SP) Álvaro Santucci Noventa Júnior ouviu na tarde desta quarta-feira os pais da adolescente .

O advogado da família, Ademar Gomes, informou que vai requerer em juízo que o parque fique fechado por ao menos um dia em respeito aos familiares e disse que houve um equívoco durante a perícia em relação ao posicionamento de Gabriella no brinquedo. Segundo a defesa, a garota sentou-se em uma cadeira supostamente interditada.

Rafa Von Zuben/Futura Press
Pais de Gabriella chegam para depor em Vinhedo
No fim da tarde desta quarta, dois operadores do brinquedo chegaram a delegacia para depor e, de acordo com o advogado deles, Bichir Ale Bichir Junior, a versão dos funcionários é de que a cadeira na qual estava Gabriella não poderia funcionar. "Eles estavam na hora do acidente e informaram um superior que o brinquedo não poderia operar. Aquela cadeira, no mínimo, tinha de ser interditada", afirmou o advogados dos operadores.

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Segundo ele, o problema detectado pelos funcionários estava na trava e um cinto que funcionaria como segurança complementar não existia nessa cadeira. "Eles [os funcionários] não têm autonomia para parar um brinquedo. Quem tem não parou. Talvez por visar muito o lucro".

O Hopi Hari informou por meio de assessoria que reitera seu posicionamento de colaborar com os órgãos envolvidos na investigação sobre as causas do acidente. O parque não vai comentar sobre informações que envolvam o brinquedo. A versão da defesa e dos funcionários contraria a hipótese de falha humana, principal linha de investigação até o momento.

Com AE

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