Papel é nova prova contra PMs acusados de matar 2 em São Paulo

Testemunha encontrou documento com referências ao 50º Batalhão da Polícia Militar

AE |

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Um papel queimado com referência ao 50.º Batalhão da Polícia Militar (BPM) incrimina ainda mais o tenente Mauro da Costa Ribas Júnior e os soldados Wagner Ribeiro Avelino, Christiano Hideki Kamikoga e Rafael Joinhas dos Santos. Os quatro são suspeitos de envolvimento no assassinato de Emerson Heida, de 28 anos, e Edson Edney da Silva, de 27, e tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça.

Uma testemunha encontrou o papel em 14 de setembro, mesma data em que o carro ocupado pelos dois amigos - desaparecidos quatro dias antes após abordagem policial - foi localizado carbonizado num matagal em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Segundo o delegado William Eiras Garcia Wong Alves, da equipe D-Sul do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o pedaço de papel foi achado perto do veículo queimado.

O material foi encaminhado para o Instituto de Criminalística (IC) para perícia. O delegado quer saber se realmente se trata de um documento oficial da PM. No papel aparecem as inscrições Polícia Militar do Estado de São Paulo e 50.º BPM/M e o número 63/040/10. Um capitão disse ao delegado que o papel pode ser um ofício expedido pelo 50.º Batalhão, unidade na qual os quatro PMs presos serviam. Alves aguarda ainda o resultado de pelo menos mais oito exames.

Outra prova técnica que incrimina o tenente Ribas Júnior e soldados Avelino, Kamikoga e Santos foi o sangue encontrado no veículo da Força Tática ocupada pelos PMs em 10 de setembro, dia da abordagem e desaparecimento dos dois rapazes. Um teste de DNA concluiu que o material genético analisado é compatível com o de Emerson Heida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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