Operação na Cracolândia tem 15 presos em três dias

Na primeira fase da operação, polícia quer acabar com a estrutura do tráfico de drogas. A ação não tem data para acabar

iG São Paulo |

AE
PM faz operação contra tráfico de drogas na região da Cracolândia
Após três dias de intensificação do policiamento na Cracolândia, na região da Luz, centro de São Paulo, a Polícia Militar (PM) prendeu, até as 17h desta quinta-feira, 11 foragidos da Justiça, outras quatro pessoas - três por tráfico de drogas e uma por receptação - e apreendeu duas armas de brinquedo e cinco carcaças de motocicletas. Dois dos presos estavam com aproximadamente 150 pedras de crack.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a ação atinge o tráfico de drogas. “Estamos quebrando a estrutura logística do tráfico”, afirmou o coronel Pedro Borges, comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1), responsável pelo centro da Capital, sobre os primeiros dias de intensificação do policiamento.

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Nesta quinta-feira, policiais militares usaram bombas de efeito moral para dispersar usuários de drogas que se aglomeravam na praça Princesa Isabela. Participam da ação na Cracolândia 100 policiais militares com o apoio de policiais da Tropa de Choque, Cavalaria e Canil.

O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, falou em “resgatar a dignidade das pessoas em situação indigna”. A ação policial acontece por tempo indeterminado. “Não temos pressa, queremos tirar as pessoas dessa situação”, disse o comandante-geral.

Três fases

Segundo Camilo, a ação na Cracolândia terá três fases. A primeira é a atuação da polícia contra o tráfico de drogas em conjunto com uma operação de zeladoria da prefeitura em casarões e ruas, de onde já foram retiradas 7,5 toneladas de lixo. Em uma segunda etapa, a ação ostensiva da PM, na visão de Prefeitura e Estado, vai incentivar consumidores da droga a procurar ajuda. Na terceira fase, a meta será manter os bons resultados.

A PM estima que em 30 dias, após a prisão de traficantes e o restabelecimento da ordem na região, a segunda fase tenha início, com a participação de assistentes sociais e agentes de saúde que farão o encaminhamento dos dependentes químicos para albergues, AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) e, se preciso, internação para tratamento e reinserção social.

De acordo com a SSP, a intensificação da Ação Centro Legal, iniciada há dois anos e meio, começou a ser planejada entre outubro e novembro do ano passado, através de reuniões da PM com o governador Geraldo Alckmin, secretários estaduais, municipais e o prefeito Gilberto Kassab.

* Com informações da AE

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