Operação na Cracolândia não tem data para terminar, diz secretário

Secretário da Segurança Pública considera que a ação deve durar o tempo necessário para agentes de saúde e da assistência social poderem atuar na região

iG São Paulo |

AE
Policiais abordam suspeitos durante operação realizada na Cracolândia
A ação da Polícia Militar nas ruas da Cracolândia, região central de São Paulo, não tem data prevista para terminar, segundo o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta quinta-feira. Ele explicou que a operação vai durar o tempo que for necessário para que as equipes de saúde e de assistentes sociais possam atuar e dar apoio às pessoas que necessitam de tratamento.

O secretário afirmou que o planejamento da ação foi feito com antecedência por meio de reuniões entre as polícias Civil e Militar e a Prefeitura. “É uma ação ordenada, que já estava planejada há muito tempo”, disse.

Na quarta-feira (11), o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo afirmou que a operação na região deveria durar mais seis meses. Ele afirmou que o efetivo policial usado nesse período seria de 287 homens, com apoio de 117 carros e 26 motos, além de bicicletas, cavalos, cachorros e do helicóptero Águia.

Operação tem duração determinada: PM ficará mais seis meses nas ruas da Cracolândia

Força policial: Defensoria coletou 32 denúncias de abuso em ação na Cracolândia

Inquérito: Promotoria considera 'desastrosa' ação na Cracolândia e abre inquérito

Reflexos: Usuários da Cracolândia se espalham pelo centro de São Paulo

Segundo Ferreira Pinto, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), está com agentes infiltrados na Cracolândia para um trabalho de inteligência, afim de identificar os traficantes e a maneira como ocorre o tráfico na região. No último balanço divulgado pela Polícia Militar, consta que 60 pessoas foram presas, sendo 26 em flagrante e 34 foragidos da Justiça.

O secretário considerou o uso da força por parte dos policiais desnecessário e confirmou a proibição do uso de balas de borracha, assim como das bombas de efeito moral. Segundo ele a operação na Cracolândia é enérgica, mas com respeito aos direitos humanos e à integridade física dos usuários de drogas. “Os usuários da Cracolândia são tão passivos que nem condições de resistir eles têm. Não há necessidade nenhuma de intervenção com uso de força.”

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG