Operação na Cracolândia já deteve 48 pessoas em São Paulo

Mais de 40 toneladas de lixo foram retiradas da região desde o início da operação, na última terça-feira

AE |

No sétimo dia desde o início da operação integrada Centro Legal, terça-feira (03), a Polícia Militar já deteve 48 pessoas no Centro de São Paulo. Entre elas, 25 eram condenados foragidos. Segundo relatório da PM, divulgado na manhã desta segunda-feira, 1.780 pessoas foram abordadas e 25 foram encaminhadas para internação e uma foi levada para um albergue. Mais de 40 toneladas de lixo já foram retiradas da região.

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A operação, constituída de atividades que envolvem as polícias e os órgãos estaduais e municipais ligados à segurança, saúde e assistência social, tem os objetivos de obter o resgate da cidadania, a elevação da dignidade humana por meio da reinserção social, a recuperação de áreas degradadas e o combate do tráfico de drogas.

OAB-SP

A opinião do presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Arles Gonçalves Júnior,  é que a operação policial na Cracolândia está sendo bem-sucedida na medida em que age sobre o principal problema da região, que é a concentração de dependentes de crack em determinadas ruas do Centro da capital paulista. "Com a pulverização, a periculosidade fica menor".

Para ele, a ação optou pela dispersão dos viciados e foi "a mais adequada para o momento", visto que o índice de criminalidade naquela região da Luz aumentou nos últimos meses. "De uma forma ou de outra, isso obrigará outras áreas do Estado a tomarem alguma atitude", argumentou. "Não dava mais para aguardar o aparelhamento do Estado para que então houvesse uma ação conjunta entre polícia e assistência social - o que seria mais eficiente."

O presidente da comissão da OAB já enviou mensagem ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, parabenizando a corporação "pelo brilhante trabalho realizado na operação".

Três fases

Segundo Camilo, a ação na Cracolândia terá três fases. A primeira é a atuação da polícia contra o tráfico de drogas em conjunto com uma operação de zeladoria da prefeitura em casarões e ruas, de onde já foram retiradas 7,5 toneladas de lixo. Em uma segunda etapa, a ação ostensiva da PM, na visão de Prefeitura e Estado, vai incentivar consumidores da droga a procurar ajuda. Na terceira fase, a meta será manter os bons resultados.

A PM estima que em 30 dias, após a prisão de traficantes e o restabelecimento da ordem na região, a segunda fase tenha início, com a participação de assistentes sociais e agentes de saúde que farão o encaminhamento dos dependentes químicos para albergues, AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) e, se preciso, internação para tratamento e reinserção social. 

*com AE

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