Nutricionista acusada de atropelar jovem é indiciada por homicídio doloso

Gabriella Guerreiro Pereira deixou delegacia em Pinheiros, nesta sexta-feira, após prestar depoimento

Fernanda Simas, iG São Paulo |

AE
Gabriella Guerrero, de 28 anos, deixa a delegacia nesta sexta-feira
‘O essencial é saber qual era a velocidade’, diz o delegado Ricardo Cestari, que só espera mais um depoimento, de uma pessoa que ajudou a retirar o casal Gabriella Guerreiro Pereira e Roberto de Souza Lima do jipe Land Rover, e os laudos periciais para concluir o inquérito policial da morte do administrador de empresas Vitor Gurman, de 24 anos . Gabriella foi indiciada por homicídio doloso pelo fato de estar alcoolizada , em alta velocidade (pelo o que é visto em imagens de circuito de segurança) e por imprudência, de acordo com Cestari. 

O advogado de Gabriella, José Luiz de Oliveira Lima, contesta o indiciamento por homicídio doloso . “Onde tem uma afirmação oficial que diga que Gabriella estava em alta velocidade? Pelo contrário. E isso vai ficar demonstrado com clareza com o laudo pericial mostrando que ela não estava em alta velocidade”, questiona. Ele afirma que não há nenhuma prova técnica que comprove que a cliente agiu com intenção de causar um acidente.

A nutricionista prestou depoimento por cerca de 1h30 no 14º Distrito Policial de São Paulo e saiu da delegacia sem falar com os jornalistas. Segundo o seu advogado, ela relatou a chegada no bar e o momento em que Roberto começou a beber. "Eles chegaram no bar por volta das 23h30, lá pediram duas margaritas, ela uma e o Roberto outra. Tomaram essa margarita. Posteriormente, ela viu que Roberto continuaria a beber e disse que não iria beber para dirigir o veículo."

Segundo Lima, sua cliente detalhou para a polícia o ocorrido desde o momento em que saiu do bar com o namorado até o acidente. Ela afirmou que estava em baixa velocidade e perdeu o controle do carro ao tentar segurar Roberto que, sem o cinto de segurança, estaria caindo para frente.

Gabriella contou, segundo o delegado, que discutiu com o namorado antes de sair do bar. "Ela narrou que teve uma discussão com Roberto já na saída do bar por conta de ele querer dirigir o veículo e ela não deixou porque ele estaria muito embriagado". Além disso, ela ressaltou que quando estava no hospital, após o acidente, ninguém lhe pediu para fazer exame de sangue. 

O advogado da família Gurman, Alexandre Venturine, esteve no 14º DP para acompanhar o depoimento de Gabriella e concorda com o indiciamento por homicídio doloso. “Pelas imagens está claro que ela estava em alta velocidade. Agora é preciso esperar o resultado dos laudos.”

Carta

O delegado Cestari conta que Gabriella escreveu uma carta para a família de Vitor Gurman se desculpando. "Ela tentou entrar em contato com a vítima. Logicamento o pai da vítima não a recebeu, com toda razão e ela ainda disse que teria escrito uma carta se desculpando com os familiares." O advogado da família Gurman, Alexandre Venturini afirma que entregou para a família a carta escrita por Gabriella.

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