Motoristas poderão ser multados a partir da velocidade média do veículo na rodovia; projeto ainda está em fase de testes

Novo sistema de cobrança poderá reduzir as cabines de pedágios nas estradas paulistas
AE
Novo sistema de cobrança poderá reduzir as cabines de pedágios nas estradas paulistas
A tecnologia do novo sistema de pedágios das rodovias paulistas, chamado Ponto a Ponto , poderá ser usada para fiscalizar limites de velocidade no Estado. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) pretende tornar mais rígida a fiscalização ao multar os motoristas a partir de uma velocidade média dos veículos nas estradas.

Entenda: Pedágio por distância percorrida é medida a longo prazo em SP

Segundo o órgão, a cobrança de multas pelo sistema é uma possibilidade e faz parte de um estudo que passará por testes. A implantação do sistema Ponto a Ponto ainda está em fase de projeto-piloto - etapa em que o modelo será testado em algumas rodovias estaduais pelo período de um ano com adesão voluntária dos motoristas. A fiscalização só será possível após a implantação integral no Estado, que deve ocorrer em 2013.

A fiscalização será realizada com os pórticos que serão instalados para calcular a tarifa de pedágio a cada quilômetro rodado. Eles também poderão estimar o tempo que um automóvel gasta para percorrer determinado ponto da estrada e identificar o motorista que trafega acima do limite permitido. Com isso, a prática de reduzir a velocidade quando estiver próximo ao radar não evitaria multa.

Pedágio por quilômetro rodado

O sistema funcionará com a instalação de portais nas rodovias onde ficarão os equipamentos leitores de tags (adesivo com um chip dentro colocado nos veículos) e o valor da cobrança vai variar de acordo com a quantidade de portais que o motorista passar . O governo do Estado julga a medida como uma cobrança "mais justa aos usuários".

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) considera vantajoso o novo modelo de pedágio. “É mais justo porque cada um vai pagar pela distância percorrida”, afirma o presidente da ABCR, Moacyr Duarte.

“Esse sistema novo permite que você cobre pela distância percorrida, então quem percorre menos do que a distância entre uma praça [de pedágio] e outra, pagará menos. Ao mesmo tempo, uma porção de gente que não paga hoje porque sai da rodovia antes de chegar na praça de pedágio, vai pagar”, ressalta. Atualmente o motorista paga taxas fechadas por trechos, independente do quanto foi percorrido.

*com reportagem de Fernanda Simas, iG São Paulo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.