No 2° dia de julgamento do caso Eloá, testemunhas de defesa depõem

Lindemberg Alves é julgado desde segunda-feira por 12 crimes; testemunhas de acusação já foram ouvidas

iG São Paulo |

Diogo Moreira/Futura Press
Advogada Ana Lúcia Assad defende o acusado, Lindemberg Alves
O segundo dia do julgamento do caso Eloá será o dia da defesa. Com previsão de início às 9h desta terça-feira, apenas uma testemunha da acusação deve ser ouvida e depois é a vez das testemunhas da defesa de Lindemberg Alves. O julgamento deve ser encerrado na quarta-feira.

No primeiro dia do julgamento, foram ouvidas quatro testemunhas da acusação , três amigos de Eloá que foram mantidos reféns junto com ela – Nayara Rodrigues, Iago de Oliveira e Vitor de Campos – e um policial militar, o sargento Atos Valeriano, que participou das primeiras negociações.

Uma linha que deve ser seguida pela advogada do acusado, Ana Lúcia Assad, é a de que Lindemberg não teria disparado os três tiros (dois contra Eloá e um contra Nayara) depois da invasão da polícia, no último dia do sequestro. Essa hipótese foi levantada inclusive após o depoimento de Nayara Rodrigues. Em sua fala, a amiga de Eloá disse: “Ouvi três disparos, foram feitos depois que a polícia entrou”.

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Assad também afirmou ter questionado a garota sobre um processo judicial que ela teria aberto contra o Estado pelo tiro que levou na época do sequestro. Nayara negou a existência do processo.

Após o término de todos os depoimentos, Lindemberg deve dar a sua versão dos fatos. Depois disso, ocorrem os debates entre promotoria e defesa – cada parte terá 1h30 para defender suas teses. Lindemberg está sendo julgado por 12 crimes.

Jurados

Os sete jurados do caso estão em um hotel em Santo André porque devem ficar incomunicáveis. Os quartos passaram por vistorias da Polícia Militar e não possuem pontos de internet, televisores ou telefone. Um oficial de Justiça acompanha a estadia de cada jurado.

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