Nigerianos usam metrô para tráfico de drogas em SP

Em seis meses de investigação, com escutas telefônicas, policiais prenderam 15 traficantes e cerca de 300 kg de cocaína

AE |

selo

A Linha 3-Vermelha da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) é a nova rota do tráfico de drogas nigeriano na cidade. Os africanos, antes "mulas" do comércio de drogas, passaram a intermediar a transferência de cocaína de latinos para pontos de venda na zona leste da capital. E é pelos trilhos que ligam o centro aos bairros da periferia que o entorpecente viaja, dentro de mochilas, carregadas por homens fortes e bem vestidos.

As estações preferidas são Patriarca e Artur Alvim. No centro, República e Dom Pedro II são pontos de partida. Policiais do Setor de Investigações Gerais da 5.ª Seccional (SIG) prenderam 15 traficantes e apreenderam aproximadamente 300 quilos de cocaína em seis meses de investigação. Para tanto, contaram com a ajuda de um especialista em dialetos africanos para acompanhar escutas telefônicas feitas com autorização judicial.

As prisões começaram em junho de 2010 e terminaram em dezembro. Entre os detidos estava um peruano, responsável por um dos fornecimentos de droga. O delegado titular da SIG, Ítalo Zaccaro Neto, explicou que os nigerianos usam o metrô pela rapidez do transporte e por chamar menos atenção. "Em carros, correm muito mais risco de serem parados em blitze", disse.

As equipes do delegado Marcelo Bianchi Fortunato receberam informações de que o nigeriano Francis Udeze Aniunoh, de 41 anos, seria o principal intermediário do tráfico africano em São Paulo. Seu apelido: Donkolion, numa referência a Don Corleone, o mafioso mais famoso do cinema. Don, como também era conhecido, se responsabilizava por arregimentar africanos moradores da zona leste para distribuir a droga na região. As informações são do Jornal da Tarde.

    Leia tudo sobre: tráfico de drogasnigerianosmetrô

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG