'Não negocio com chantagistas', diz Kassab sobre greve de caminhoneiros

O prefeito afirmou em entrevista à TV Globo que não vai negociar alterações nas regras de circulação dos caminhões enquanto não desistirem da paralisação

iG São Paulo |

AE
Com greve, caminhões que saem das bases de distribuição de combustível são escoltados
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse em entrevista à TV Globo na noite desta terça-feira que “não negocia com chantagistas” ao falar sobre a greve dos caminhoneiros distribuidores de combustíveis na cidade .

Para Kassab, a greve é feita por “chantagistas”. “Não negociaremos sem voltar ao trabalho”, disse.

O prefeito disse ainda que há “malandros” e “bandidos” ao se referir a supostos ataques a caminhões que deixaram a base para tentar levar combustível aos postos de gasolina.

A Polícia Militar (PM) de São Paulo afirmou que realiza escoltas aos caminhões que distribuem combustível na capital paulistana , mas explicou que muitos caminhoneiros estão optando por não sair das bases por medo de sofrer represálias dos sindicatos que decidiram pela greve desde a segunda-feira (5). Segundo o major da PM Marcel Soffner, durante esta terça-feira, apenas seis escoltas foram realizadas.

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Nesta terça, foi montado um gabinete de gerenciamento de crise para definir esses critérios e como autoridades policiais do Estado agiriam diante da greve instalada. A reunião contou com representantes da PM, do policiamento rodoviário, do policiamento de choque, da SPTrans e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

“Se depender da PM, não faltará combustível, mas não depende só da PM. Essa reunião foi para uma tomada de decisão em conjunto. Temos condições de darmos as escoltas, mas o Sindicam, pivô dessa crise, está tentando sensibilizar seus integrantes”, afirmou Soffner.

Ação

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município, entrou com uma medida cautelar na Justiça contra o Sindicam-SP e o Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) para garantir o abastecimento da cidade. A ação pede que uma multa diária de R$ 1 milhão seja aplicada. 

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