‘Não havia reclamações contra ele’, diz diretora de escola

Diretora da escola onde menino de 10 anos atirou em professora e se matou em seguida afirma ainda que ele tinha notas regulares

Carolina Garcia, iG São Paulo |

AE
Márcia Gallo, diretora da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão
A diretora da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, Márcia Gallo, afirmou nesta sexta-feira que D.M.N, de 10 anos, era um aluno com notas regulares e que não havia reclamações formais contra ele. Na tarde de ontem, ele atirou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, dentro da sala de aula, onde estavam outros 25 alunos, e, em seguida, se matou . A professora passou por cirurgia e não corre risco de morrer .

“Vale frisar que ele era um aluno que não seria previsível tal ação. Uma criança que não chamava a atenção dentro da sala. Nunca foi chamado à direção. Nunca foi suspenso, nunca teve problemas na escola”, disse. D.M.N começou a frequentar a escola de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no 1º ano do ensino fundamental, em 2008. Segundo Márcia, ele tinha notas regulares, que ficavam entre 6 e 10.

Sobre a professora, Márcia contou que ela era concursada e lecionava língua portuguesa desde 2005. “Ela é uma professora com princípios e rígida como todos os outros. Não há nenhuma ocorrência entre ela e qualquer aluno.”

Segundo Márcia, imagens de duas câmeras de segurança instaladas no corredor de acesso à sala de aula onde o crime aconteceu foram entregues à polícia. "As imagens mostram o momento em que ele sai da aula para ir ao banheiro e volta."

A previsão é que as aulas na escola sejam retomadas na próxima quarta-feira. Na segunda e na terça, serão realizadas reuniões com o objetivo de criar um plano de ação para estudar a estrutura da escola e o acolhimento dos alunos no colégio. Em cada período, há pelo menos 900 estudantes.

Questionada sobre a segurança da instituição, Márcia disse que “não há como um colégio se prevenir de tal fato já que é um caso inusitado”. “Foi um ato difícil. É um momento que não sabemos o que fazer e não há condições de revistar 900 mochilas.”

A sala de aula onde o crime ocorreu, mesmo após perícia, permanecerá fechada. A turma de menino já foi transferida para outro lugar. “Faz parte de um processo psicológico. Eles não podem ficar no cenário onde tudo aconteceu.”

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