Movimento de mercadões de SP cresce 60% em um ano

Estratégia de valorizar a identidade sociocultural do local onde estão tem dado certo

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Movimento intenso no Mercado Municipal, no centro de São Paulo
Mais que produtos frescos ou atendimento personalizado, os mercados municipais paulistanos têm procurado valorizar a identidade sociocultural de seus bairros. É a nova tática na luta travada contra os hipermercados - que, em geral, oferecem mercadorias com melhor preço. E tem dado certo.

De acordo com dados da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o público frequentador dos 15 mercados municipais de São Paulo aumentou em 60% de um ano para cá. Se antes a média mensal de visitação aos estabelecimentos era de 1,4 milhão de pessoas, agora o número já ultrapassa os 2,2 milhões.

Nos últimos anos, uma série de ações do poder público buscou recuperar a importância regional dos mercados. Todos eles passaram por algum tipo de reforma, melhorando a infraestrutura e adequando-se a normas de acessibilidade. "Em 2009, investimos R$ 7,4 milhões nos mercados. E nosso orçamento para este ano ultrapassa os R$ 8 milhões", conta o supervisor Geral de Abastecimento da cidade, José Roberto Graziano.

Há cinco anos, existiam 400 boxes vagos nos mercados paulistanos; hoje, são 70. Buscou-se também encontrar lojas-âncora, identificadas com cada bairro - ou um diferencial ao que podia ser encontrado no comércio de rua.

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