Estratégia de valorizar a identidade sociocultural do local onde estão tem dado certo

Movimento intenso no Mercado Municipal, no centro de São Paulo
AE
Movimento intenso no Mercado Municipal, no centro de São Paulo
Mais que produtos frescos ou atendimento personalizado, os mercados municipais paulistanos têm procurado valorizar a identidade sociocultural de seus bairros. É a nova tática na luta travada contra os hipermercados - que, em geral, oferecem mercadorias com melhor preço. E tem dado certo.

De acordo com dados da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o público frequentador dos 15 mercados municipais de São Paulo aumentou em 60% de um ano para cá. Se antes a média mensal de visitação aos estabelecimentos era de 1,4 milhão de pessoas, agora o número já ultrapassa os 2,2 milhões.

Nos últimos anos, uma série de ações do poder público buscou recuperar a importância regional dos mercados. Todos eles passaram por algum tipo de reforma, melhorando a infraestrutura e adequando-se a normas de acessibilidade. "Em 2009, investimos R$ 7,4 milhões nos mercados. E nosso orçamento para este ano ultrapassa os R$ 8 milhões", conta o supervisor Geral de Abastecimento da cidade, José Roberto Graziano.

Há cinco anos, existiam 400 boxes vagos nos mercados paulistanos; hoje, são 70. Buscou-se também encontrar lojas-âncora, identificadas com cada bairro - ou um diferencial ao que podia ser encontrado no comércio de rua.

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