Motoristas de ônibus fazem paralisação em São Paulo

Greve é em razão ao assassinato de José Carlos da Silva, diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da Capital

AE |

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Motoristas e cobradores da garagem 1 da Viação Sambaíba, localizada na Vila Amália, zona norte de São Paulo, iniciaram a manhã deste sábado em greve, em razão do assassinato de José Carlos da Silva, funcionário da viação e diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da Capital.

A garagem, onde estão 155 veículos, entre eles ônibus e micro-ônibus, amanheceu fechada e só deve abrir após o enterro de Silva. O velório será realizado no cemitério da Cachoeirinha.

A garagem 1 da Sambaíba opera 34 linhas, a maioria nos bairros de Lauzane Paulista, Pedra Branca, Cachoeirinha, Jardim Peri, Shopping Center Norte, na zona norte; além da região do Hospital das Clínicas (centro-oeste), e dos bairros Santa Cecília e Ceasa, na zona oeste.

A São Paulo Transporte (SPTrans) acionou o Plano de Auxílio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese) e deve remanejar 66 veículos de outras garagens para suprir parcialmente a demanda de passageiros nas regiões afetadas pela paralisação.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo, Silva estava reunido com amigos em uma padaria antes do crime. Ele foi embora em seu carro e, ao dobrar a esquina, um motoqueiro encostou em seu veículo e efetuou diversos disparos contra ele. De acordo com a PM, o diretor foi encaminhado ao PS Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. No dia 25 de outubro deste ano, o diretor de base do Sindicato, Sérgio Augusto Ramos, também foi assassinado a tiros, por um motoqueiro, na zona sul.

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