Morre bebê deixado em lixeira de hospital em Jundiaí

Recém-nascido havia sido abandonado próximo a um hospital, na região metropolitana de São Paulo

AE |

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O recém-nascido deixado, na madrugada da última terça-feira, numa das lixeiras do Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, no interior de São Paulo, morreu às 20h35 de ontem, segundo a assessoria de imprensa da unidade.

Segundo nota divulgada pelo hospital, "após as 18 horas, o recém-nascido apresentou hemorragia pulmonar de forte intensidade, seguida de várias paradas cardíacas, sendo reanimado por diversas vezes. Porém, às 20h15, apresentou nova parada e não mais respondeu às manobras de reanimação, constatando-se o óbito às 20h35".

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia, por se tratar de falecimento decorrente de trauma ou violência. Dois diretores do hospital compareceram ao plantão da Delegacia Seccional da cidade para comunicar a polícia sobre a morte do recém-nascido. A família foi informada 15 minutos após os médicos constatarem a morte.

O inquérito policial que apura as circunstâncias em que a criança nasceu e o suposto crime de abandono de incapaz por parte da mãe, Daline Batista Maria, de 20 anos, corre na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) sob a chefia do delegado Antonio Dota Júnior, que pretende ouvir, na próxima segunda-feira, os funcionários do hospital que tiveram contato com Daline e o bebê, inclusive os médicos que atenderam a jovem. A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito.

A família da jovem que deu à luz o bebê e o deixou no lixo do banheiro pretende mover um processo contra a instituição por negligência médica. A família afirma que a jovem, acompanhada do pai, procurou o hospital na madrugada de terça-feira porque estava com fortes cólicas.

Como o médico de plantão estava em uma cirurgia de emergência, ela foi embora, passou na farmácia e comprou remédios para dor. Horas depois, Daline voltou ao hospital, desta vez com a mãe, e foi atendida por um clínico geral. Após tomar medicamento na veia, a jovem, segundo a família, foi encaminhada para um ginecologista, que não teria feito exame clínico.

Na última quinta-feira, em depoimento à polícia, a mãe afirmou que não sabia que estava grávida e que, depois do atendimento, ainda com fortes dores, foi até o banheiro, onde expeliu uma bolsa. Imaginando que a bolsa se tratasse de parte de sua menstruação, Daline a embrulhou em um papel e colocou no lixo. O recém-nascido foi encontrado por uma faxineira menos de uma hora após a consulta. Ela localizou a criança após ver pingos de sangue no chão e ouvir um barulho parecido com um "miado".

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