Moradores do Pinheirinho têm dificuldades para reaver pertences

Famílias despejadas foram impedidas de entrar em suas casas para pegar seus bens

Agência Brasil |

As famílias despejadas na reintegração de posse no Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo, tiveram dificuldades nesta segunda-feira (22) para reaver seus pertences. Vários moradores ouvidos pela Agência Brasil disseram que foram impedidos de ter acesso às suas moradias para pegar seus bens. A PM faz um controle rigoroso de quem se aproxima da área do terreno.

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AE
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“Passei o dia inteiro tentando e não consegui caminhão”, disse Eliane Alves. Segundo ela, o preço dos fretes subiu com a procura impulsionada pela desocupação do terreno. Ela tentava levar a mobília da antiga casa para a residência da cunhada.

Zelador e pai de cinco filhos Edeval Oliveira disse que morava no Pinheirinho a quase oito anos, agora quer levar as coisas que comprou para a casa de uma tia. “Tenho tudo, cama, TV, DVD e dinheiro guardado”, declarou.

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Vanaildo Silva disse que foi retirado de sua casa pela polícia de maneira truculenta, e não lhe deram tempo nem de pegar os documentos pessoais. “Me jogaram no chão, disseram que eu era vagabundo. Mandaram eu nem olhar para trás, se olhasse tomava tiro”. Ele estava só no momento da operação. Precavido, desde o começo da semana mandou os dois filhos e a mulher para a casa da avó.

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O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, disse em entrevista na noite de segunda-feira (23) que a tutela dos bens dos moradores do Pinheirinho é de responsabilidade da massa falida da empresa Selecta, proprietária da área. Os objetos que os moradores não conseguiram retirar das casas foram levados pela empresa para um depósito. Segundo o balanço da prefeitura, já foram feitas cem mudanças.

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