Moradora iniciou incêndio em favela, dizem vizinhos

Moradores da favela Moinho afirmaram que uma mulher anunciou que ateou fogo no barraco; circulação de trens continua interrompida

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Arte iG
Veja a localização da favela Moinho onde ocorreu incêndio
Moradores da favela Moinho, no centro de São Paulo, disseram que uma mulher ateou fogo na própria residência, no térreo do prédio anexo à favela. Para eles, isso deu início ao incêndio desta quinta-feira .

Segundo os moradores, a mulher anunciou para todos que ateou fogo em seu barraco e depois sumiu. "Uma doida passou dizendo que ateou fofo e foi embora", disse a zeladora Carla Eliodório, 23.

No início da noite, os moradores encontraram a vizinha que dizem ter causado o incêndio e tentaram linchá-la. Eles levaram a mulher para um beco, mas foram ipedidos de agredí-la pelo coordenador da associação de moradores, Umberto Rocha. Para ele, não cabe aos moradores julgá-la.

"Uma morte não vai justificar a outra. Estava todo mundo de cabeça quente", disse Rocha. Segundo ele, não é a primeira vez que a mulher tenta atear fogo no local em que mora. "Uma vez ela tentou colocar fogo lá, mas os moradores viram e apagaram."

O Corpo de Bombeiros ainda não informou as causas do incêndio que teve início às 10h30 e foi controlado por volta das 12h50. De acordo com os bombeiros, havia material inflamável dentro do prédio que fica na favela e muita fiação elétrica irregular. Ao menos 300 barracos foram destruídos pelo fogo, 50% de toda a favela, segundo estimativa.

A missionária Ana Beatriz Hauptmann, da Aliança da Misericórdia, prefere não acreditar que uma pessoa deu início ao incêndio propositalmente. “Não posso acreditar que alguém ateou fogo aqui”, disse Haputmann.

Leia também: Grupo de favela incendiada contabiliza moradores

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que não há previsão para os trens voltarem a circular na região. A circulação está suspensa em duas linhas: 7-Rubi entre as estações Luz e Barra Funda e na 8-Diamante entre as estações Barra Funda e Julio Prestes.

A CPTM disse que precisa fazer reparo nos cabos que estão superaquecidos. Para isso, um trem de manutenção precisa entrar no local, o que está proibido pela Defesa Civil, já que nada pode trepidar na região para o prédio não desabar. Todo o entorno do prédio está interditado.

Diogo Moreira/Futura Press
Rescaldo no incêndio da favela Moinho, em São Paulo


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