Ministério Público determina remoção de moradores de conjunto habitacional

De acordo com Promotoria do Meio Ambiente, plano apresentado pela Prefeitura não afasta o risco a que estão sujeitos os moradores do Cingapura na zona norte

iG São Paulo |

A Promotoria do Meio Ambiente da Capital solicitou nesta sexta-feira, por meio de liminar, a remoção de todos os moradores do conjunto habitacional Cingapura Zachi Narchi, localizado próximo ao shopping Center Norte. A ação também pede a imediata interdição do Centro de Educação Infantil Nair Salgado, que fica no local. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) constatou a presença de gás metano na região.

AE
Prédios do projeto Cingapura, que ficam ao lado do Shopping Center Norte

O pedido liminar é para que a Prefeitura de São Paulo mantenha monitoramento diário e constante nos 140 apartamentos térreos, instale dentro de 20 dias o sistema de mitigação em toda a área do Cingapura e apresente um Plano de Contingência para a área. Além disso, a remoção dos moradores para um local adequado deve ser feita em cinco dias.

De acordo com a promotora Cláudia Cecília Fedeli, um parecer da Cetesb relata que “existe risco potencial expressivo de explosão em função das concentrações encontradas em subsuperfície da detecção de gás com pressão”.

O relatório também cita “uma creche, o Centro Educacional Infantil Nair Salgado, frequentada por aproximadamente 155 crianças, entre um a três anos de idade, havendo risco potencial de explosão na área da creche”.

Na tarde de quinta-feira (6), o diretor de controle e licenciamento ambiental da Cetesb, Geraldo do Amaral Filho, afirmou que a área está sendo monitorada desde 2009 e que não há o risco de explosão. “Lá existem áreas abertas com muita ventilação, tem espaços permeáveis que permitem a saída do metano e para o ambiente e não para espaços confinados, o que diminui os riscos.”

Ainda na quinta, Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) apresentou ao Ministério Público um cronograma de monitoramento e providências a serem tomadas sobre a presença do metano no Cingapura. A avaliação da Promotoria é que “os documentos que foram apresentados pela Sehab não se mostraram aptos a afastar o risco a que estão sujeitos os moradores do conjunto habitacional ou as crianças que frequentam a creche”.

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