'Minha mulher não tem nada a ver com isso', diz marido de loira

Vagner Silva detido nesta quarta-feira afirmou que a mulher fugiu ao ver o noticiário; "ela ficou desesperada"

Fernanda Simas, iG São Paulo |

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Lilmara Valezin, conhecida como Silmara Lan, suspeita de integrar a 'gangue das loiras'
"Minha mulher nao te nada a ver com isso. Vou provar", afirmou Vagner Dantas da Silva, detido nessa quarta-feira, ao ser confundido com Wagner Gonçalves apontado como um dos integrantes da "gangue das loiras".

Silva deve ser liberado ainda nesta quarta-feira, após uma vítima não o reconhecer como autor do sequestro relâmpago, mas continuará sendo investigado.

Saiba mais: Vítima da 'gangue das loiras' disse que reconheceu criminosos pelos apelidos

Vagner foi preso no carro do seu cunhado, no bairro Campos Elíseos, com três documentos de identidade diferentes da mulher e uma carteira de habilitação. Os documentos eram originais e de épocas próximas: junho de 2001, julho de 2002 e dezembro de 2002.

Vagner chegou ao DHPP por volta das 17h20 e disse ser inocente. Ele contou que os policiais o abordaram quando ele saía da lan house onde trabalha e foram até sua casa. Segundo Vagner, apenas um RG estava no carro e os outros estavam em sua residência.

Em entrevista à imprensa, ele contou que sua mulher, Lilmara Valezin, conhecida como Silmara Lan, fugiu depois de ver pelo noticiário que era apontada como integrante da quadrilha. "Ela ficou desesperada porque nao foi ela, ela nao fez nada. Vou conversar para ela vir aqui".

Questionado sobre o motivo de sua mulher ter usado o nome de Silmara, inclusive na página de uma rede social, Vagner afirmou que deve ter sido algum erro da rede, já que os nomes são parecidos. Ele contou que não vê a mulher desde domingo (18), quando ela teria visto o noticiário.

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Documentos de identidade de Lilmara Valesin

Silva disse que eles são casados há seis anos e têm dois filhos juntos - Lilmara tem mais um filho. Ele disse que já ficou oito meses preso por furto em apartamento, mas que foi solto há três semanas. "Se eu tivesse alguma coisa a ver com isso [sequestros], tinha saído fora. Mas fiquei na minha casa", afirmou.

Os crimes

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alberto Pereira Matheus Junior, os crimes sempre eram cometidos por uma dupla. “O homem era sempre o mesmo e as mulheres se revezavam”, afirmou Junior. Em entrevista coletiva dada nesta terça-feira, delegado disse que o homem era considerado o 'Clyde', e as loiras, Bonnie, em referência ao famoso casal criminoso norte-americano da década de 30. A polícia ouviu dez testemunhas nesta quarta-feira.

No dia 9 deste mês, uma das loiras do grupo Carina Geremias Vendramini, 25 anos, foi presa em seu apartamento em Curitiba. Agora a polícia ainda busca seis suspeitas de participar dos crimes _ o líder, Wagner Gonçalves; a irmã de Carina, Vanessa Geremias Vendramini; a única morena do grupo, Monique Awoki Casiota; e as loiras Franciely Aparecida P. dos Santos, Priscila Amaral e Silmara Lan.

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A quadrilha atuava desde 2008 e migrou dos roubos de condomínios para sequestros relâmpagos por volta de 2009. Os alvos eram sempre mulheres, preferencialmente loiras, geralmente abordadas em estacionamentos de shoppings e supermercados. Enquanto Wagner dirigia com a refém, uma das loiras, sempre bem vestida, realizava compras e saques com o cartão de crédito e documentos da vítima.

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