Metrô: passageiros reclamam de mau cheiro em trens novos

O Metrô informa que técnicos da companhia estão pesquisando a origem do problema. Suspeita recai sobre ar-condicionado

AE |

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Há mau cheiro em parte dos novos trens da Linha 2-Verde e, por enquanto, nem o Metrô conseguiu identificar a causa do problema. Passageiros têm feito reclamações à companhia de que os vagões estão impregnados com um odor típico de urina, independentemente do horário, da lotação ou da higiene pessoal dos usuários. Quem usa os trens diariamente já tem o ar-condicionado como principal suspeito, embora não exista comprovação para tanto.

"Já notei esse cheiro mais de uma vez. Acho bem difícil que alguém urine dentro do metrô sem chamar a atenção. Se não for isso, pode ser o gás do ar-condicionado sendo liberado dentro vagão", afirma o estagiário Ricardo Henrique Romano Vieira, de 19 anos.

O técnico em edificações André Penteriche, de 21 anos, também aponta o ar-condicionado como suspeito. "Não sei quantas vezes eles trocam o filtro. Pelo fato de o metrô ser muito utilizado, rodar várias horas e ficar apenas quatro horas por dia inativo, pode estar aí o problema", afirma.

Colega de trabalho de André, a arquiteta Renata Brandão, de 29 anos, notou o mau cheiro pela primeira vez na semana passada. "É como se alguém tivesse urinado dentro do metrô. É um cheiro muito forte, fica impregnado mesmo. Curioso, porque todo mundo diz que em São Paulo temos um dos metrôs mais limpos do mundo", cita.

O Metrô informa que técnicos da companhia estão pesquisando a origem do problema. Até que o diagnóstico seja concluído, não há previsão para iniciar um tratamento nos vagões afetados. Sobre o ar-condicionado em especial, o Metrô assegura que substitui os filtros do equipamento mensalmente, conforme orientações do fabricante.

Os novos trens o começaram a circular em março de 2009.

Suspeita

Mais do que o ar-condicionado, são os materiais plásticos e as resinas que encabeçam a lista de suspeitas para a causa do cheiro de urina em parte dos novos trens da Linha 2-Verde. O polímero ureia-formaldeído tem ampla utilização industrial e, quando aquecido, pode liberar como residual um odor bastante característico, semelhante ao de urina.

Outra possível fonte do problema são os freios das composições que, aquecidos, liberariam mau cheiro. Nenhuma das hipóteses, no entanto, explica por que em apenas parte, não na totalidade da nova frota, o mau cheiro é tão evidente.

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